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Ed Motta vira alvo de revolta nas redes e público pede cancelamento de show no Circo Voador: "não finjam que nada aconteceu"

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O cantor Ed Motta se envolveu em uma confusão em um restaurante no RJ e declarações xenofóbicas foram reveladas  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 13/05/2026, às 06h22



A repercussão da confusão envolvendo o cantor Ed Motta em um restaurante na Zona Sul do Rio de Janeiro ganhou novos capítulos nas redes sociais. Internautas passaram a pressionar o Circo Voador pedindo o cancelamento do show do artista, marcado para o próximo dia 29, após as acusações de injúria preconceituosa contra um funcionário do estabelecimento.

A mobilização tomou conta das publicações da tradicional casa de shows carioca, localizada na Lapa. Nos comentários, usuários criticaram a permanência da apresentação na programação e questionaram se o espaço deveria manter um artista envolvido em denúncias de xenofobia e discriminação.

Entre as manifestações, nomes conhecidos também se posicionaram. O ator Marcelo Serrado ironizou a situação ao comentar “Leva a rolha?!”. Já a apresentadora Astrid Fontenelle destacou a quantidade de críticas na postagem. A cantora Mariana Belém também fez referência à polêmica envolvendo a cobrança da taxa de rolha no restaurante.

Além dos famosos, dezenas de seguidores cobraram um posicionamento da casa de espetáculos. “Quem desrespeita o povo nordestino não deveria subir nesse palco”, escreveu uma internauta. Outro comentário questionou se pessoas da Paraíba seriam “bem-vindas” ao evento após a repercussão do caso.

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Investigação por injúria preconceituosa

O episódio passou a ser investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro após depoimentos prestados por um funcionário do restaurante onde ocorreu a confusão. Segundo o relato, durante a discussão, Ed Motta teria usado expressões ofensivas relacionadas à origem nordestina do trabalhador.

De acordo com o depoimento, o artista teria afirmado frases como “vou embora antes que eu faça alguma coisa com um desses paraíbas” e, em seguida, repetido ofensas direcionadas ao funcionário.


O caso é apurado pela 15ª DP, na Gávea. Além das acusações de injúria preconceituosa, um advogado que estava na mesa do cantor também é investigado por suposta homofobia e lesão corporal.

Segundo testemunhas, a situação começou após um desentendimento envolvendo a cobrança de taxa de rolha para vinhos levados pelo grupo ao restaurante. A discussão escalou rapidamente e terminou com tumulto, agressões e um cliente atingido por uma garrafa.

Os proprietários do restaurante afirmaram, em nota, que houve “condutas discriminatórias” durante o episódio, incluindo ataques relacionados à origem nordestina e insinuações sobre orientação sexual.

Cantor admitiu descontrole

Após a repercussão do caso, Ed Motta reconheceu que se exaltou durante a confusão, mas negou ter atacado funcionários do restaurante com uma cadeira, como relataram algumas testemunhas.

Em declaração ao jornal O Globo, o cantor afirmou que estava alcoolizado no momento da discussão e admitiu ter perdido o controle emocional, mas disse que não direcionou objetos contra ninguém. Segundo ele, imagens das câmeras de segurança poderiam esclarecer a situação.

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