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Em nova música, rapper famoso critica prisão de Oruam e mira projeto polêmico

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Rapper questiona tratamento diferenciado em casos de violência policial em single  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 13/08/2025, às 10h56



O rapper carioca MD Chefe, de 25 anos, lançou na última quarta-feira (13) o clipe de “Reunião de Matuto”, parceria com Major RD que combina estética do velho oeste e figurinos inspirados no universo dos caubóis. Além da narrativa visual, a produção carrega um posicionamento político: uma crítica direta à vereadora Amanda Vettorazzo (União), autora do projeto conhecido como “Lei anti-Oruam”.

A proposta, que prevê impedir contratações de shows com verba pública quando houver apologia ao crime, é rebatida pelo músico. Na faixa, ele questiona a parlamentar sobre recentes episódios de violência policial e relaciona a medida ao caso do amigo e colega de profissão, Oruam, preso desde julho.

“Na situação do Oruam, houve abuso de autoridade. Ele errou ao jogar pedras, sim, mas deu brecha para o Estado encontrar um vilão. No caso do Roberto Jefferson, que atirou e lançou granadas contra a polícia, a reação foi bem diferente”, afirmou MD Chefe.

O que levou à prisão de Oruam?

Oruam, cujo nome real é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, responde por tentativa de homicídio e está detido no complexo penitenciário de Bangu, no Rio de Janeiro, dividindo cela com presos ligados ao Comando Vermelho.

Para MD Chefe, a proposta da chamada “Lei anti-Oruam” não tem eficácia real. “O rap sempre foi a voz dos oprimidos. Esses parlamentares não apresentam soluções, não melhoram nada; só querem popularidade em cima de um gênero já marginalizado. Nenhuma letra incentiva que seja bom ser bandido”, argumenta.

Com mais de uma década de carreira, o artista é conhecido por rimas sobre ostentação e referências a marcas de luxo, mas ressalta que o objetivo não é incentivar o consumismo, e sim inspirar ambição e autoestima.

“Quero que o preto veja que pode ter acesso. Preto pode jogar golfe, ser empresário de uísque, combater o racismo com outras ferramentas. Quando alguém vê um preto confiante, isso incomoda e eu gosto de mostrar que incomoda”, declarou.

Classificação Indicativa: Livre

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