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Celso Henrique de Oliveira Yamashita, empresário recentemente condenado por crime de racismo contra a atriz Taís Araújo, tem um passado judicial controverso. Além das recentes acusações, Yamashita foi condenado em 2009 por um homicídio ocorrido em 1993, mas nunca cumpriu a pena. As informações são do portal Splash UOL.
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O crime aconteceu em 1993, mas a denúncia só foi formalizada em 1996. A condenação veio em 2009, quando Yamashita foi sentenciado a quase 11 anos de prisão por homicídio doloso. Os detalhes do caso permanecem sob segredo de Justiça, e a Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo informou que não há registros de sua prisão.
Vivendo no Japão desde 1994, um ano após o crime, Yamashita afirmou em entrevista que trabalha no ramo de suprimentos no país asiático. Representado por um defensor público, ele conseguiu um habeas corpus em 2019, encerrando 19 anos de foragido. Contudo, um novo mandado de prisão foi emitido recentemente pelo Ministério Público de São Paulo, que permanece ativo.
Em 2022, Yamashita foi denunciado por racismo após um comentário ofensivo em um grupo de WhatsApp de um condomínio em São José do Rio Preto (SP). Em resposta a um vídeo no qual Taís Araújo criticava o então presidente Jair Bolsonaro, Yamashita escreveu: "É uma infeliz. Maldita Princesa Isabel". Um morador do condomínio denunciou o caso ao Ministério Público.
A defesa de Yamashita alegou que o comentário era uma "brincadeira" sem intenção de ofender. "Celso Yamashita, dotado de bom humor, ainda que sarcástico, escreveu uma frase totalmente inocente, sem maldade", argumentou seu advogado Mamede Rahal Neto no registro do inquérito policial.
Yamashita afirmou que seu comentário não foi racista, mas político. "É coisa política. Eu estava em um grupo com um gatinho de petistas. Não tive comentário racista. Não falei da cor de ninguém. Só falei mal da Taís porque ela falou mal do Bolsonaro", disse o empresário em entrevista à Splash.
A promotora Vanessa Santa Terra, no entanto, sustentou que o comentário de Yamashita representava uma clara reprovação à Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil. Segundo a promotora, Yamashita insinuou que, sem a Lei Áurea, uma pessoa negra não teria o direito de expressar sua opinião.
Atualmente, Yamashita continua morando no Japão e declarou não ter intenção de retornar ao Brasil. "Eu não estou no Brasil. Você vai exigir o quê?", questionou ao ser contatado sobre o novo mandado de prisão.
O Brasil e o Japão têm um acordo de extradição, e as autoridades brasileiras podem solicitar o retorno de Yamashita para que ele cumpra sua pena pelo homicídio e enfrente as acusações de racismo. Caso seja encontrado, Yamashita será preso em conformidade com o novo mandado de prisão.
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