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Ex-atriz mirim processa Disney e acusa empresa de negligência em caso de abuso sexual

Divulgação/Disney
Ex-atriz mirim processou a Disney por suposta negligência diante de abusos sexuais que afirma ter sofrido durante produção aos 14 anos  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Disney
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 25/08/2026, às 20h14



A ex-atriz mirim Raquel Lee Bolleau, conhecida por trabalhos como “The Amanda Show”, “A Família Radical” e pelo filme “The Poof Point”, entrou com uma ação judicial contra a Disney. Aos 39 anos, ela acusa a empresa de negligência diante de abusos sexuais que afirma ter sofrido durante uma produção quando tinha apenas 14 anos.

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A ação foi apresentada no Tribunal Superior de Los Angeles, nos Estados Unidos, na última sexta-feira (21). Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana, Raquel alega ter sido estuprada e agredida sexualmente por um funcionário ligado à produção de “The Poof Point”, lançado em 2001.

O processo não se limita, porém, às acusações contra o homem. A atriz responsabiliza a Disney por supostamente não ter garantido sua segurança enquanto ela trabalhava como menor de idade.

De acordo com o relato apresentado à Justiça, integrantes da equipe teriam incentivado Raquel a passar tempo com o funcionário e a “criar laços” com ele. A artista afirma ainda que, em diferentes ocasiões, o homem lhe ofereceu bebidas alcoólicas.

A situação teria chegado ao conhecimento de outros profissionais. Conforme a acusação, membros da produção teriam presenciado a adolescente passando mal, vomitando e apresentando sinais de consumo de álcool, mas não teriam tomado medidas para afastá-la do funcionário.

Entre os episódios descritos na ação está uma viagem de avião para a Califórnia. Raquel afirma que foi colocada ao lado do acusado sem a presença de um responsável e que teria sofrido uma agressão sexual durante o voo.

A atriz também relata que permaneceu afastada de seu responsável legal durante parte das filmagens e sustenta que a empresa falhou em supervisionar adequadamente uma adolescente que trabalhava em uma de suas produções.

Segundo Raquel, as consequências do que viveu também teriam sido interpretadas de outra maneira nos bastidores. Em vez de receber proteção, ela afirma ter sido classificada por executivos como uma adolescente “fora de controle”.

O processo cita ainda declarações que teriam sido direcionadas à mãe da artista. Um representante teria associado o comportamento da jovem à necessidade de “Jesus”, enquanto outro teria afirmado que existia um “demônio” dentro dela.

Raquel sustenta que os episódios provocaram consequências emocionais e psicológicas que atravessaram décadas e também prejudicaram sua trajetória profissional. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, um projeto futuro da artista com a Disney teria sido cancelado posteriormente.

Processo mira responsabilidade da Disney

A artista já havia firmado, em 2015, um acordo financeiro confidencial com o homem apontado por ela como agressor. A nova ação, no entanto, direciona as acusações à suposta negligência da Disney na proteção e supervisão de uma menor de idade.

Raquel pede que o caso seja analisado por um júri e busca indenizações por danos, sofrimento emocional e perdas econômicas.

Até o momento, a Disney não se pronunciou publicamente sobre as acusações apresentadas no processo.

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