Entretenimento
por Andreza Oliveira
Publicado em 03/06/2026, às 10h02
A defesa de Emerson da Silva Ramos, ex-empresário de MC Guimê que teve a prisão decretada recentemente, decidiu quebrar o silêncio sobre a determinação da Justiça. De acordo com a coluna Fábia Oliveira, do site Metrópoles, em decisão de 1º de maio, a juíza Ana Paula Mezher Mattar, da 2ª Vara Criminal de Osasco, do Tribunal de Justiça de São Paulo, ordenou a expedição de mandado de prisão contra ele.
Por meio de nota, o advogado Robson Cyrillo informou que “a defesa aguarda julgamento de Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, designado para o dia 09 de junho de 2026, no qual se discute a legalidade do mandado de prisão atualmente vigente”.
No texto, o profissional destacou que “a defesa confia que a controvérsia jurídica será analisada com a cautela e profundidade necessárias, reafirmando absoluto respeito às instituições e plena confiança no Poder Judiciário”.
Entenda
Emerson foi condenado pelos crimes de estelionato e corrupção ativa depois de usar a linha telefônica de um médico de forma fraudulenta. Ele teria feito operações no nome da vítima usando uma identidade falsa. Quando foi preso, o empresário chegou a oferecer R$ 2 mil para os policiais o liberarem.
A condenação se deu em sentença datada de maio de 2021, depois da juíza competente entender que a materialidade e a autoria dos crimes estavam comprovadas documentalmente e por meio do depoimento de testemunhas.
Na decisão, a juíza ordenou a expedição do mandado de prisão contra ele. Após a sentença e o processamento de recursos, o ex-empresário de MC Guimê cumprirá a pena de 4 anos, 3 meses e 21 dias de reclusão em regime fechado. A condenação já transitou em julgado, ou seja, se tornou imutável e não admite novos recursos. Além disso, Ramos deve arcar com o pagamento de 26 dias-multa, que será calculado.
Confira a nota
“A defesa de EMERSON DA SILVA RAMOS, em razão das informações divulgadas acerca da existência de Mandado de Prisão em aberto em seu desfavor, vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:
Inicialmente, destaca-se que o caso decorre de processo originado no ano de 2018, sendo que, neste momento, a defesa aguarda julgamento de Habeas Corpus perante o Superior Tribunal de Justiça, designado para o dia 09 de junho de 2026, no qual se discute a legalidade do mandado de prisão atualmente vigente.
No writ constitucional impetrado, a defesa sustenta fundamentos jurídicos consistentes quanto à necessidade de revisão da medida constritiva, com observância do devido processo legal, da ampla defesa e das garantias constitucionais aplicáveis.
A defesa confia que a controvérsia jurídica será analisada com a cautela e profundidade necessárias, reafirmando absoluto respeito às instituições e plena confiança no Poder Judiciário.
Por fim, a defesa manifesta expectativa de acolhimento da tese jurídica apresentada, com a consequente revogação do mandado de prisão, reafirmando sua confiança na Justiça”.
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