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Babi Cruz, Arlindinho e Flora Cruz, viúva e filhos de Arlindo Cruz, falaram publicamente sobre a perda do cantor e compositor, que morreu aos 66 anos na última sexta-feira (8). Em entrevista ao ‘Fantástico’, a família relembrou os últimos anos do artista, que estava internado desde abril e, desde 2017, enfrentava as sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
“Era assim desde sempre… com ele bem, a família sempre foi muito animada. Ninguém nunca soltou a mão de ninguém. Nestes últimos oito anos e meio, aproveitamos para estar mais unidos cuidando dele”, contou Arlindinho.
Questionada sobre quem era o Arlindo Cruz que o Brasil não conhecia, Babi se emocionou. “O final da minha adolescência foi todo com esse homem, que ajudou a formar minha personalidade. Um ser humano acima da curva. Agradeço pelas quatro décadas que vivemos juntos”, declarou.
O enterro de Arlindo Cruz aconteceu no dia de Iroko, orixá ancestral guardião do tempo, da ancestralidade e das árvores sagradas. Os filhos falam com carinho e gratidão por serem filhos dele! #Fantástico pic.twitter.com/NBmaxGHxc1
— TV Globo 📺 (@tvglobo) August 11, 2025
Flora definiu o pai como “o melhor do mundo”. “Ele era muito à frente do tempo, muito meu amigo. Nos preparou para enfrentar o mundo e as adversidades. Um pai incrível, nosso melhor amigo e melhor colo. Hoje a gente perde o melhor colo do mundo todo”, afirmou.
Arlindinho também falou sobre o legado. “Um ensinamento diário: trabalho, luta, amor ao samba, amor aos filhos e à vida. Sei que jamais vou ser 10% do que meu pai foi, mas vou seguir seu legado, do meu jeito, sempre tentando melhorar e honrar”, disse.
A família relembrou a força do sambista durante o período após o AVC. “Enquanto ele teve força para se manter aqui com a gente, ele se manteve”, contou Flora.
O velório aconteceu na quadra do Império Serrano, com homenagens que lembraram a trajetória de Arlindo, que já havia sido celebrado na avenida tanto no Rio quanto em São Paulo. O enterro ocorreu no último domingo (10), dia de Iroko, orixá ancestral guardião do tempo, da ancestralidade e das árvores sagradas.
“É muito difícil, mas talvez seja um dia de maior alívio. Pior do que perder meu pai era vê-lo sofrendo. Espero que ele descanse em paz e tenha luz. Enquanto eu fechava o caixão, eu dizia: ‘Valeu, pai’. Falei muito ‘valeu’, porque de fato valeu. Valeu demais”, finalizou Arlindinho.
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