Entretenimento
por Andreza Oliveira
Publicado em 05/03/2025, às 20h23
A influenciadora Rafa Kalimann, de 31 anos, comentou, durante uma entrevista, sobre as acusações de que teria sido preconceituosa com religiões de matriz africana nos ensaios da Imperatriz Leopoldinense, escola de samba na qual ela desfilaria este ano como musa. Ela lamentou ter sido taxada como intolerante por ser evangélica.
No podcast da Revista WOW, a ex-BBB contou que enfrenta empecilhos para compartilhar sua fé cristã como uma celebridade. "Passei recentemente por um episódio bem doloroso, porque passou exatamente em um ponto que, para mim, é inquestionável. Passei por uma questão de intolerância religiosa, as pessoas mentiram e colocaram como uma fake news essa questão na minha vida", começou.
Na situação, os internautas teriam apontado que em alguns momentos Rafa teria deixado de cantar partes do samba-enredo da Rainha de Ramos que abordassem o Orixá Exu. "Foi muito irresponsável, porque quando você cria uma mentira de forma sensacionalista envolvendo um tema tão sério e profundo e envolve a crença do outro, evolvem lugares que sofrem muito preconceito, é muito irresponsável. Esse tema me conduziu a refletir muito sobre isso", continuou.
O episódio ocorreu durante o ensaio técnico. "A gente passa 40, 50 minutos cantando. Cansa! É um tempo longo, e a gente precisa de fôlego", afirmou. "Nesses momentos, é normal parar de cantar alguns trechos do samba-enredo, até porque é um ensaio. A gente tira foto, sorri para as pessoas, manda beijo e depois volta a sambar e cantar."
Entretanto, uma comunicadora teria interpretado de maneira errônea e divulgado a informação. "Ela pegou 15 segundos em que eu estava tirando foto com algumas pessoas e publicou que eu não cantei o samba por causa da minha religião, já que o enredo trazia elementos de uma crença diferente da minha", disse indignada. "Isso foi implantado de maneira muito séria na imprensa. Levantou debates profundos e me deixou muito chateada", desabafou.
"Fiquei sem saber se eu me manifestava, se fazia um vídeo no Instagram. Para muitas pessoas, essa mentira se tornou verdade. Até hoje, sofro as consequências disso. Mesmo provando o contrário, ainda tem gente que prefere acreditar na fake news", refletiu. "Postei vários vídeos mostrando que eu estava cantando o samba várias vezes naquele dia, mas não adianta. Quando uma mentira é espalhada, ela se torna uma grande verdade para quem quer acreditar nela."
Quando foi questionada sobre a polêmica ter influenciado no seu desligamento da escola, ela negou que os assuntos estejam relacionados. "Nada a ver! Mas, claro, algumas pessoas aproveitaram a fake news para criar essa narrativa também", disse.
"Senti na pele como a intolerância religiosa é real. Fui atacada por um lado por ser cristã e, pelo outro, por estar ali cantando e desfilando. Foi como se minha fé fosse deslegitimada dos dois lados", acrescentou.
"Eu olho com admiração e muito respeito para a fé do outro. Sei que, assim como a minha crença é sagrada para mim, a do outro também é para ele. Então, ver meu nome envolvido numa situação de intolerância religiosa foi algo muito doloroso para mim", garantiu.
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