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Globo pede desculpas após associar evangélicos a plano para retirar título de Nossa Senhora Aparecida; ASSISTA

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Emissora corrigiu informação exibida no GloboNews Em Pauta e esclareceu que proposta citada foi apresentada em 2007 e arquivada em 2008.  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 25/09/2026, às 06h11



A GloboNews pediu desculpas, na madrugada desta sexta-feira (25), após uma informação exibida no programa GloboNews Em Pauta associar uma suposta mobilização de setores evangélicos à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.

Na edição da meia-noite, a emissora corrigiu a informação e esclareceu que a proposta mencionada havia sido apresentada em dezembro de 2007 e arquivada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em agosto de 2008.

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GloboNews reconhece erro

A correção foi feita por Marcelly Setúbal durante a Edição da Meia-Noite, transmitida pela GloboNews nesta sexta-feira (25).

“Uma correção: nesta quinta, no GloboNews Em Pauta, a jornalista Maria Cristina Fernandes falou de um movimento na Igreja Católica em suposta reação a uma parcela de evangélicos que estaria mobilizando um projeto para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Essa proposta foi apresentada em dezembro de 2007, mas arquivada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em agosto de 2008. Nós pedimos desculpas.”

A informação inicial foi apresentada pela comentarista política Maria Cristina Fernandes durante o GloboNews Em Pauta. A fala tratava de uma suposta movimentação de uma parcela de evangélicos para rever ou retirar o título de Nossa Senhora Aparecida.

Na correção, a emissora esclareceu que a proposta citada não se trata de um projeto atual: ela foi apresentada em 2007 e arquivada em 2008.

Flávio Bolsonaro negou plano

O episódio ocorreu em meio à circulação de postagens nas redes sociais que associavam aliados de Flávio Bolsonaro e setores evangélicos a uma suposta articulação para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil caso o candidato fosse eleito.

Flávio Bolsonaro (PL) negou que exista qualquer projeto nesse sentido. Na noite de quinta-feira (24), o candidato publicou um vídeo enquanto cumpria agenda em Minas Gerais e classificou a informação como fake news.

“Estamos aqui na correria de agenda em Minas Gerais e sou surpreendido com uma mentira, uma fake news daquela, pra variar, que a milícia do PT está inventando na internet: que eu iria tirar a padroeira do Brasil. Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto. Então vamos lá, até o final, o PT só sabe fazer isso: mentir. Chegou no poder pela mentira, mas a gente vai tirar ele com a verdade”, disse Flávio.

As postagens que circularam nas redes sociais utilizavam o trecho da televisão para sustentar a existência de um plano de retirada do título de Nossa Senhora Aparecida. A declaração de Flávio ocorreu após a repercussão do assunto.

Repercussão política

O caso ganhou repercussão às vésperas do primeiro turno e provocou reações de eleitores e da comunidade católica.

Na publicação em que negou a existência do projeto, Flávio também escreveu: “Respeito todas as religiões e também quem não tem religião! Diferente do Lula, que quer se meter até nas regras da Igreja Católica. Deus no comando sempre!”

A campanha de Flávio também avaliava acionar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o caso e buscava identificar os perfis responsáveis pela origem da informação.

CNBB havia criticado mistura entre religião e política

A repercussão ocorreu na mesma semana em que o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Jaime Spengler, falou sobre a relação entre religião e política.

Durante um café com jornalistas, na quarta-feira (23), Dom Jaime afirmou que a Igreja Católica não se manifesta sobre questões político-partidárias nem declara preferência por qualquer candidato.

Sem citar nomes, o religioso criticou a mistura entre religião e política ao ser questionado sobre a intersecção entre as duas áreas. Segundo Dom Jaime, quando isso aconteceu na história, “o resultado não foi positivo”.

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