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O anúncio do fim do Sepultura pegou muitos fãs de surpresa, mas, segundo Andreas Kisser, a decisão já vinha sendo pensada há algum tempo.
Em entrevista ao Flow Podcast nesta quarta-feira (8), o músico explicou que a banda chegou ao limite após anos de rotina intensa. "Foi uma decisão de dar um basta, parar um pouco, fechar um ciclo e sair um pouco da 'ilha Sepultura' para ver as coisas de longe", afirmou.
Kisser destacou que a vida dedicada à banda acabou criando um afastamento da realidade fora dos palcos. A pausa, segundo ele, surge como uma forma de olhar a própria trajetória com mais clareza.
A decisão também tem relação com um momento pessoal difícil. O guitarrista perdeu a esposa em 2022, após um diagnóstico de câncer, e disse que a experiência mudou sua forma de enxergar a vida.
"A maior professora é a finitude", declarou. Em outro momento, ele também falou sobre a importância de estar sóbrio nos últimos anos. "Se eu tivesse o álcool como possibilidade em momentos tão frágeis... eu não sei o que teria acontecido", completou.
Mesmo com o anúncio da despedida, o fim da banda não será imediato. O Sepultura segue em turnê de despedida, enquanto os integrantes avaliam os próximos passos.
Com mais de 40 anos de carreira, o grupo se tornou um dos maiores nomes do rock brasileiro no exterior, levando sua música para dezenas de países.
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