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A música gospel brasileira perdeu uma de suas representantes históricas. A cantora Sara Araújo morreu na noite de sábado (24), aos 80 anos, em Goiânia (GO), após complicações de saúde decorrentes de uma cirurgia de emergência para tratar uma hérnia. A artista estava internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e as causas da morte serão apuradas.

Sara foi submetida ao procedimento na sexta-feira (23) e permaneceu hospitalizada após a cirurgia. A morte foi confirmada pela família e provocou homenagens nas redes sociais, especialmente entre pessoas ligadas à música cristã.
Ao longo de décadas de carreira, a cantora gravou mais de 40 discos e entrou para a história como uma das pioneiras da música gospel no Brasil. Natural de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul, ela esteve entre as primeiras mulheres evangélicas a gravar músicas em discos de vinil, em uma época em que o segmento religioso ainda tinha espaço limitado no mercado fonográfico nacional.
Além da atuação artística, Sara dedicou 65 anos de sua vida à Igreja Assembleia de Deus. Também era compositora, musicista, artista plástica, missionária e filantropa. Parte de sua trajetória foi registrada na autobiografia Minha Vida.
A harpista Aline Araújo, filha da artista, publicou uma homenagem nas redes sociais e destacou a influência da mãe na música cristã e na vida de pessoas alcançadas por seu trabalho.
“Por meio de sua voz e de seu ministério, tocou corações, levou esperança e marcou gerações. Seu legado permanecerá vivo na história da música gospel brasileira e na memória de todos aqueles que foram alcançados por sua vida e seu louvor”, diz um trecho da mensagem.
Segundo Aline, a mãe também chegou a dividir o palco com a cantora Elis Regina durante uma apresentação no Clube do Guri, no Rio Grande do Sul.
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A cantora Tangela Vieira, que gravou com Sara a música A Ditosa Cidade, também lamentou a morte e relembrou os ensinamentos que recebeu durante a convivência com a veterana.
Em 2019, Sara foi homenageada durante uma solenidade pelo Dia Internacional da Mulher na Câmara Municipal de Goiânia. Na ocasião, apresentou-se ao lado da filha.
Fora dos palcos e do trabalho religioso, Sara Araújo construiu uma trajetória marcada por iniciativas sociais. De acordo com o relato da filha, a cantora adotou Aline quando ela ainda vivia em um orfanato.
A missionária também fundou a Creche Comunitária Esperança, em Uberlândia (MG), que, segundo informações divulgadas pela família, continua atendendo cerca de 100 crianças em situação de vulnerabilidade social. Outra iniciativa foi a criação de um orfanato que ofereceu assistência a 20 crianças.
O velório de Sara Araújo foi realizado no domingo (25), no Complexo Vale do Cerrado, localizado na GO-060, quilômetro 7, na Fazenda São José, em Goiânia.
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