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Influenciador famoso é alvo de operação da Polícia Civil e do MP por suspeita de lavar dinheiro para o PCC

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Influenciador é apontado como peça-chave em esquema milionário de lavagem de dinheiro da facção criminosa  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 08/05/2026, às 12h13



O influenciador Eduardo Magrini, conhecido nas redes sociais como “Diabo Loiro”, voltou ao centro de uma grande investigação envolvendo o Primeiro Comando da Capital (PCC). Nesta sexta-feira (8), o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil deflagraram a Operação Caronte, que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa.

Segundo os investigadores, o influenciador utilizava empresas registradas em nomes de terceiros para movimentar recursos considerados de origem ilícita. Entre os negócios investigados estão empresas do ramo de transportes, eventos e rodeios, usadas supostamente para dar aparência legal ao dinheiro movimentado pelo grupo.

Influenciador Eduardo Magrini, conhecido nas redes sociais como “Diabo Loiro”
Influenciador Eduardo Magrini, conhecido nas redes sociais como “Diabo Loiro”
Influenciador Eduardo Magrini, conhecido nas redes sociais como “Diabo Loiro”
Influenciador Eduardo Magrini, conhecido nas redes sociais como “Diabo Loiro”

A Justiça autorizou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões em bens e contas bancárias dos investigados. Também foram expedidos mandados de busca e apreensão em cidades do interior e da Grande São Paulo, incluindo Campinas, Atibaia, Limeira, Osasco, Mogi das Cruzes, Monte Mor, Sumaré e Taquaritinga.

De acordo com nota conjunta divulgada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, as investigações avançaram após análises de movimentações bancárias, dados fiscais e informações obtidas junto a órgãos de fiscalização. Os investigadores apontam incompatibilidade entre a renda declarada pelos suspeitos e o patrimônio acumulado.

O filho de Eduardo Magrini também foi alvo da operação. Conforme as apurações, ele teria participado da movimentação financeira por meio de empresas ligadas ao setor musical e outros empreendimentos.

Vida de luxo e suspeitas de ligação com o PCC

Nas redes sociais, “Diabo Loiro” costumava ostentar uma rotina cercada de cavalos, rodeios, carros de luxo e fazendas. Com milhares de seguidores, ele se apresentava como empresário do agronegócio e influenciador digital.

Nos bastidores, porém, as autoridades sustentam uma versão completamente diferente. Eduardo Magrini é apontado como integrante do PCC e já possui antecedentes por homicídio, formação de quadrilha, receptação e uso de documento falso.

As investigações indicam ainda que ele teria ligação com setores estratégicos da facção criminosa e participação em esquemas ligados ao tráfico de drogas e roubos a bancos.

Quem é o “Diabo Loiro”?

O nome de Eduardo Magrini já aparece em investigações policiais há muitos anos. Segundo informações levantadas pelo jornal O Globo, ele foi preso pela primeira vez ainda jovem e acumulou passagens por diversos crimes ao longo da vida.

Em uma das ocorrências mais conhecidas, acabou detido após ser flagrado transportando drogas em uma rodovia no interior paulista. Na ocasião, alegou trabalhar com compra e venda de cavalos.

As autoridades também associam Magrini aos ataques promovidos pelo PCC contra forças de segurança em São Paulo, em 2006. Além disso, ele é citado em investigações sobre atuação na chamada “sintonia” da facção, estrutura responsável pela administração de pontos de tráfico.

Mesmo preso desde o ano passado, o influenciador segue sendo alvo de novas frentes investigativas relacionadas à movimentação financeira do grupo criminoso.

Megaoperações e nomes famosos

O nome da família Magrini já havia aparecido em outras operações recentes contra lavagem de dinheiro atribuída ao PCC.

Em uma delas, realizada pela Polícia Federal, o filho de Eduardo Magrini foi preso durante uma ação que também teve como alvo influenciadores, empresários e nomes ligados ao funk. As investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada, criptomoedas e transações financeiras consideradas suspeitas.

Segundo os investigadores, o objetivo das operações é desmontar a estrutura financeira utilizada para ocultar recursos do crime organizado e impedir a circulação do dinheiro ligado à facção.

Classificação Indicativa: Livre

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