Entretenimento
Uma das atuais sensações na internet, o humorista Ítalo Sena vem ganhando, cada vez mais, destaque nas mídias sociais com vídeos de pegadinhas nas ruas, com direito a gemidos, ideias engraçadas, coragem para improvisar e, é claro, muita ‘cara de pau’.
Natural do Recife, o humorista, que acumula mais de 6 milhões de seguidores somente no instagram e Tik Tok, está há dez anos trabalhando com vídeos de pegadinhas, no extinto estilo câmera escondida.
Em entrevista ao BNews durante sua passagem pela capital baiana com o espetáculo ‘Duas Conversas’, o artista falou sobre sua trajetória no humor, situações inusitadas que já vivenciou com fãs, além de revelar planos futuros.
Confira:
Depois do ‘Mostrando Meu Trabalho’, você está trazendo o espetáculo Duas Conversas para Salvador, o que podemos esperar desse novo show?
O público de Salvador me abraça muito. É um show que é uma repaginada do ‘Mostrando Meu Trabalho’, porque eu falo de situações inusitadas que aconteceram na minha vida, só que agora eu mostro o lado bom e o lado ruim de ser Ítalo Sena. Porque muita gente acha que tudo são flores, tudo é muito legal, de você estar sendo convidado para evento, de você estar gravando e conhecendo o Brasil todo, mas nem tudo é assim, então eu mostro de dois lados para a galera não falar que estou com duas conversas.
Vídeos virais e milhares de seguidores nas redes sociais, como é que você ainda consegue gravar pegadinha sem ser reconhecido?
É muito difícil, né? É toda uma logística para eu conseguir gravar, eu fico mudando de cidade o tempo todo. Agora mesmo eu estava em São Paulo, eu alugo um carro, vou para o interior para gravar e aí às vezes ali é mais de um dia de gravação. Aí eu tento ver o perfil da pessoa. A galera mais nova normalmente é uma galera mais ligada, assim. O meu público é muito mais masculino, então mulheres normalmente tendem a cair nas pegadinhas, tendem a não reconhecer muito e tal. Então a gente vai adaptando, né? Tá ficando cada vez mais difícil, mas o Brasil é muito grande, tem muito lugar pra explorar.
Você começou sua trajetória como personal trainer, como se deu essa transição para o humor? É algo que você sempre quis?
Eu não diria que eu sempre quis, mas eu sempre gostei muito de contar piada. Na época da faculdade, na escola, no trabalho. E, numa sexta-feira à noite, na academia, como não tinha muita gente lá, eu reunia os funcionários e ficava contando piada na internet. E aí o pessoal falou, por que tu não fazes um show de stand up? Foi aí que eu tive a ideia de dar o start, mas assim, eu não imaginei que ia chegar onde eu cheguei, né? Não imaginei que ia tomar a proporção que tomou. É algo que eu queria viver disso, mas eu não imaginava onde eu poderia chegar.
E o famoso gemido, que virou sua marca registrada, de onde surgiu essa ideia?
Foi uma ideia avulsa. Mandaram uma ideia de pegadinha para mim, que era para eu gemer sempre que alguém fosse comer ou beber alguma coisa. Só que na hora que eu fui fazer, eu falei, não dá tão certo. E se eu ficar narrando o que a pessoa está fazendo? E aí foi o insight, a ideia que veio na hora, que foi o diferencial. E aí estourou. Eu não imaginava também que ia tomar essa proporção.
E agora, quais são os próximos passos? O que você está planejando para 2025?
Para o próximo ano, a gente tá querendo começar a rodar com um show novo, a partir ali do meio do ano que vem. E continuar gravando. Tem muita cidade ainda pra explorar, muito lugar que eu não gravei ainda. Então, eu quero levar as pegadinhas aí. Eu ainda não consegui gravar em muito lugar do Norte, no Sul do país também. Então, tem muito lugar pra gravar. Explorar, continuar gravando e rodar com um show novo. É isso.
Por fim, qual é a situação mais inusitada que você já viveu depois que ficou famoso?
Cara, já vivi muita situação inusitada depois que eu fiquei famoso. A gente passa por muita coisa assim. Mas, acho que a situação mais bizarra foi de eu estar, sei lá, andando na praia e levar uma dedada do nada, assim, sabe? Porque a galera acha que é muito íntima e pode fazer qualquer coisa, né? E aí você tem que acalmar a pessoa e tal, tentar impor um certo limite.
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