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'Já, já chega um laudo psiquiátrico', dispara influenciadora baiana sobre gaúcha presa em Salvador por cuspir em ambulante

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Bárbara Carine ressalta que episódios de racismo não são isolados e pede responsabilização da turista pelo crime  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 23/01/2026, às 11h41 - Atualizado às 11h50



A influenciadora baiana Bárbara Carine comentou, através das redes sociais, a prisão em flagrante da turista gaúcha Gisele Madrid Spencer Cesar, na quarta-feira (21), por injúria racial contra uma comerciante negra no Pelourinho, em Salvador. No vídeo, a também escritora comenta a gravidade do caso e critica a postura da mulher dentro e fora da delegacia.

A suspeita foi encaminhada à Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin) após cuspir no rosto de uma ambulante e chamá-la de 'lixo'. Já na unidade, ela exigiu ser atendida por um delegado branco.

Na publicação, Bárbara Carine apresenta a turista ao público, reforça o teor racista do ataque e manifesta solidariedade à vítima, que trabalhava em um evento no momento do ataque.

"Essa aqui é a Gisele Madriz Spencer Cesar, uma turista gaúcha de 50 anos, que cometeu um crime de injúria racial no Pelourinho, xingando a Hanna, uma trabalhadora negra de lixo e dando uma cusparada nessa trabalhadora. Ela gritava 'eu sou branca', tentando mostrar sua supremacia para Hanna, a quem eu deixo minha solidariedade", inicia

A influenciadora também critica o comportamento da mulher após ser detida:
"Chegando na delegacia, ela começou a gritar que queria ser atendida por um delegado branco. Isso não é só crime, é a exemplificação da estrutura racista que nos atravessa todos os dias", afirma.

Durante o vídeo, Bárbara reforça que episódios como este não são isolados e questiona naturalização da violência racial. Além disso, a influenciadora cita as fotos em que a turista aparece curtindo tradições religiosas na capital baiana.

"Pessoas como a Gisele até gostam do axé da Bahia, do axé da comunidade negra, até se veste de branco e vai para uma festa popular negra, até se veste de branco e pula ondinhas e faz menção à cultura ancestral negra, mas não gostam das pessoas negras, das pessoas que cultivam esse axé", destaca.

Por fim, a escritora pede que a turista seja devidamente responsabilizada. "Que essa racista pague pelo seu crime e que a Hanna seja indenizada, porque o crime de racismo prevê detenção, prevê prisão e prevê também a multa. A Hanna merece, porque vai gastar alguma grana com psicólogo, porque o racismo é adoecedor", finaliza.

Classificação Indicativa: Livre

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