Polícia

Quem é a turista gaúcha presa no Pelourinho por cuspir em comerciante e exigir delegado branco

Reprodução/Redes Sociais
Turista de 50 anos vai passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (23)  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 23/01/2026, às 06h41



Uma turista gaúcha foi presa em flagrante na quarta-feira (21) após cometer injúria racial contra uma comerciante durante um evento gratuito no Pelourinho, em Salvador. De acordo com a Polícia Civil, a mulher cuspiu na trabalhadora enquanto reforçava que era "branca", além de exigir ser atendida por um delegado de "pele clara" ao chegar na unidade policial.

A suspeita, identificada como Gisele Madrid Spencer Cesar, de 50 anos, foi conduzida à Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), onde segue presa e aguarda para passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (23).

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Como tudo aconteceu

De acordo com a comerciante Hanna, ela foi alvo de ofensas racistas quando passou pelo local onde a turista estava. Na ocasião, Gisele a chamou de "lixo".

"Eu fiz uma venda e retirei o balde um cliente. No momento que eu passei, ela falou: 'Vai mais um lixo'. Eu questionei e ela reafirmou que eu era um lixo e deu uma 'escarrada' em mim. Ela correu e eu perdi ela de vista. Ela teve problemas com outras pessoas e o segurança estava tentando tirar ela do evento", contou em entrevista à TV Bahia. 

Ainda segundo a comerciante, a condução da ocorrência também gerou desconforto. Ela afirmou que um policial chegou a sugerir que as duas fossem levadas à delegacia na mesma viatura.

"(...) Mas eu disse que eu não iria porque, se fosse o contrário, eu estaria no porta-malas e ainda sairia algemada. Eles tiveram toda a paciência do mundo e ela saiu no tempo dela. Ela ficou se coçando e dizendo que aquele lugar não era para ela", relatou.

Desde que foi equiparada ao crime de racismo, a injúria racial passou a ser tratada como inafiançável e imprescritível, com pena que varia de dois a cinco anos de prisão.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)