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A jornalista baiana Paulyane Araújo voltou às redes sociais nesta quarta-feira (12) para detalhar a violência obstétrica que afirma ter sofrido após o nascimento da primeira filha, Maria Helena, no último dia 5 de novembro. Ela foi internada em um hospital particular de Salvador.
Nos stories, Paulyane explicou que o parto ocorreu de forma tranquila e com bom atendimento, mas que os problemas começaram após a alta. “O parto foi lindo, impecável e com atendimento excelente, da terça, dia 4, até a sexta, dia 7, quando tive alta. Mas no próprio dia 7 precisei internar novamente”, escreveu.
Segundo ela, o retorno ao hospital foi necessário por causa de um sangramento uterino. “Como eu tive laceração grau 2 durante o parto, acabei tendo sangramento uterino, e durante os exames, Bruna também encontrou um sangramento na laceração”, contou, citando a médica obstetra Bruna Bittencourt, responsável pelo acompanhamento da gestação.
Paulyane relatou que, ao voltar à maternidade, viveu momentos de desespero e sofreu agressões verbais e físicas durante o atendimento.
“Uma das pessoas que estava ali na situação chega pra mim e fala: ‘bora, bora, bora’, me dá um tapa no braço, ‘bora, bora’. Aí eu falei pra ela: calma, pelo amor de Deus, o que é isso? Você não tá vendo minha situação?”, relatou.
A jornalista afirmou que o marido, Diogo Paoli, e a mãe estavam presentes e ficaram abalados. “Diogo com a Maria Helena no colo, chorando, porque estava vendo a mulher dele numa situação terrível, com a nenenzinha”, disse.
Dentre os absurdos vividos, ela também contou que a filha, recém-nascida e com baixo peso, ficou sem alimentação adequada durante o período. “Pedi por tudo que fizessem uma fórmula pra ela, porque como eu ia operar, eu não ia poder dar de mamar. Eu ouvi que ela não estava internada, que iam ver se podiam fazer alguma coisa. Agora, imagina o desespero da mãe”, desabafou.
Paulyane destacou que a situação se enquadra no que a Organização Mundial da Saúde (OMS) define como violência obstétrica, que pode ocorrer na gestação, no parto ou no pós-parto. “É qualquer situação de violação de direitos humanos e qualquer tipo de tratamento errado dado à grávida, à puérpera ou ao bebê”, explicou.
Apesar da experiência traumática, ela fez questão de agradecer à obstetra que a acompanhou durante toda a gestação. “Quero mais uma vez agradecer a @brunaobstetra e a equipe da @casa.matris pelo trabalho impecável comigo, durante o pré-natal, o parto e o pós-parto. As pessoas envolvidas nos eventos negativos não são dessa equipe”, afirmou.
Paulyane disse ainda que o hospital entrou em contato. “Desde ontem, a ouvidoria do hospital já está em contato comigo”, finalizou.
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