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Klara Castanho pede nova indenização milionária contra apresentadora famosa

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Klara Castanho quer retirada de conteúdos sobre estupro e adoção legal, além de responsabilização por descumprimento de ordens judiciais  |   Bnews - Divulgação Reprodução TV Globo
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 13/06/2025, às 09h54



Klara Castanho voltou à Justiça contra a influenciadora e apresentadora Antônia Fontenelle, com um novo pedido: a exclusão imediata de todas as postagens — diretas ou indiretas — que mencionem o estupro sofrido pela atriz e a gravidez decorrente da violência. A nova ação também solicita a aplicação de uma multa retroativa de R$ 5 milhões pelo descumprimento de determinações anteriores. A informação é do colunista Ricardo Feltrin. 

Segundo a defesa de Klara, o objetivo é responsabilizar Fontenelle pelos impactos contínuos da exposição indevida feita em 2022, que forçou a atriz a tornar pública a violência sexual da qual foi vítima. À época, Klara revelou que optou pela doação legal e sigilosa do bebê, um direito garantido por lei. 

A origem da exposição remonta a uma live feita por Antônia Fontenelle, em junho de 2022, quando ela mencionou que uma “atriz global de 21 anos” havia entregado um bebê para adoção — sem citar nomes, mas com detalhes suficientes para levar o público a identificar Klara. Pressionada, a atriz rompeu o silêncio e publicou uma carta aberta nas redes sociais. 

“Fui exposta e forçada a trazer a público a coisa mais difícil da minha vida”, escreveu Klara Castanho. A revelação gerou comoção nas redes sociais, mas também a colocou no centro de ataques e julgamentos. 

Em 2023, a Justiça do Rio de Janeiro condenou Fontenelle a pagar R$ 50 mil por danos morais, reconhecendo que a influenciadora violou a privacidade e a dignidade da atriz. A decisão também determinou a remoção dos conteúdos ofensivos, o que não foi integralmente cumprido, segundo a nova ação apresentada por Klara. 

Na esfera criminal, Fontenelle foi condenada, em agosto de 2024, a três anos e três meses de prisão em regime semiaberto por difamação. A sentença destacou a reincidência e o que a magistrada chamou de “personalidade voltada para práticas criminosas”. A decisão ainda está em fase de recurso. 

Outra condenada no mesmo processo foi a youtuber Dri Paz, que comentou o caso nas redes sociais. Ela recebeu pena de um ano e seis meses em regime aberto, multa de R$ 70,6 mil e deverá prestar serviços comunitários. 

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