Entretenimento
por Analu Teixeira
Publicado em 12/01/2026, às 18h29
Vencedor do Globo de Ouro 2026 como Melhor Ator por “O Agente Secreto”, filme que também levou o prêmio de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa, Wagner Moura vive o auge de uma carreira que parecia improvável para aquele menino do interior da Bahia.
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Aos 49 anos, o ator é cotado para uma indicação ao Oscar e voltou aos holofotes internacionais, mas sua trajetória até Hollywood é repleta de episódios curiosos, recusas decisivas e caminhos diferentes.
Nascido em Rodelas, no sertão da Bahia, Wagner Moura teve uma infância humilde marcada pela mudança forçada de sua cidade natal após a construção de uma barragem no Rio São Francisco. Ainda criança, aos 11 anos, ele apareceu em uma reportagem de TV falando sobre a inundação da região e a tristeza de deixar o lugar onde costumava brincar.
O vídeo, que viralizou em 2024, mostra o garoto sujo de lama, articulado e carismático, sem imaginar que décadas depois se tornaria um dos maiores nomes do cinema brasileiro e internacional.
Antes do estrelato, jornalismo, recusas e um trauma no cinema
Antes de se firmar como ator, Wagner Moura se formou em Jornalismo e chegou a trabalhar como repórter de celebridades em Salvador, no programa “Michele Marie entrevista”, da TV Bahia. A passagem pela televisão foi breve, mas marcou o início de uma trajetória ligada à comunicação e à arte.
No cinema, a estreia veio em uma produção internacional estrelada por Penélope Cruz, lançada no Brasil como “Sabor da Paixão”. Apesar da oportunidade, Wagner já revelou que a experiência foi traumática. “Detestei fazer. Vi como o ator secundário é tratado mal”, contou em entrevista ao Canal Brasil.
A virada começou poucos anos depois. Seu primeiro papel como protagonista no cinema nacional veio em “Deus é Brasileiro”, ao lado de Antonio Fagundes, após a recusa de Selton Mello. Curiosamente, outra negativa de Selton também abriu caminho para um dos personagens mais populares de Wagner na TV: o inesquecível Olavo, o boy “catiguria” de Bebel, vivida por Camila Pitanga, em “Paraíso Tropical”.
Música, jiu-jítsu e uma vida discreta longe dos holofotes
Fora das telas, Wagner Moura sempre manteve interesses variados. Nos anos 1990, chegou a criar a banda Sua Mãe, com amigos da faculdade em Salvador. O grupo começou como cover do The Cure e acabou misturando outros estilos, incluindo o brega.
Outra paixão do ator é o jiu-jítsu. Praticante há mais de 20 anos, Wagner é faixa marrom e segue treinando mesmo morando em Los Angeles, para onde se mudou em 2017 com a família.
A mudança para os Estados Unidos não foi apenas profissional, o ator buscava mais privacidade para criar os três filhos, Bem, Salvador e José, ao lado da esposa, a jornalista e fotógrafa Sandra Delgado.
O relacionamento dos dois começou ainda na faculdade, em Salvador, e sempre foi marcado pela discrição. Após mais de 15 anos juntos, eles oficializaram a união em 2017. “Ela sempre me bota no chão, para que eu veja as coisas de uma maneira mais simples”, disse Wagner em entrevista.
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