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Liniker faz forte desabafo sobre preconceito e revela situação em shoppings: “Ainda sou seguida”

Santiago Andrade/ AgNews
Liniker revelou que ainda é seguida por seguranças em estabelecimentos e contou que aprendeu a reagir aos episódios de preconceito  |   Bnews - Divulgação Santiago Andrade/ AgNews
Analu Teixeira

por Analu Teixeira

Publicado em 17/08/2026, às 15h01



Mesmo após conquistar reconhecimento nacional e viver um dos momentos de maior destaque da carreira, Liniker revelou que ainda enfrenta episódios de preconceito em situações comuns do cotidiano. A cantora, de 31 anos, contou que continua sendo seguida por seguranças enquanto frequenta lojas e shoppings.

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Em entrevista à Veja Rio, Liniker afirmou que o sucesso profissional não impediu que situações discriminatórias continuassem acontecendo. Segundo a artista, momentos curiosos chegam a ocorrer quando fãs se aproximam para pedir fotos e surpreendem as pessoas que estavam observando seus passos.

“Ainda sou seguida por seguranças em lojas e shoppings. Daí os fãs vêm tirar foto e fica todo mundo surpreso. Ter ascendido não me embranqueceu ou me fez uma mulher cisgênero”, declarou.

A cantora também classificou como “cruéis” os preconceitos que enfrenta e afirmou que, atualmente, reage de maneira diferente. Se antes permanecia em silêncio diante dessas situações, Liniker garante que passou a se posicionar.

“Esses recortes são cruéis e tentam o tempo todo nos recolocar em um lugar de inferioridade. Mas sou bocuda e aprendi a reagir. Não passo mais por essas situações em silêncio”, afirmou.

Durante a entrevista, Liniker também refletiu sobre como questões relacionadas à sua identidade atravessaram sua trajetória profissional desde o início. A artista contou que, muitas vezes, precisou falar sobre ser uma mulher trans e preta antes mesmo de conseguir direcionar as conversas para sua produção musical.

“Precisei me posicionar sobre ser trans e preta, antes mesmo de poder falar sobre música. Minha transição foi pública, e isso acabou ocupando o espaço do meu trabalho”, explicou.

Apesar de reconhecer a importância dessas discussões, Liniker revelou que gostaria de não ser resumida a elas. “Às vezes, queria simplesmente conversar sobre assuntos comuns... Meu desejo é ser vista como uma pessoa, e não só como uma causa”, completou.

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