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Mãe de Eliza Samúdio se cala e irmão faz desabafo após passaporte ser encontrado: "ótimo se ela estivesse viva"

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Reaparecimento do passaporte em Portugal reacende memórias do caso e abala emocionalmente a família, 15 anos após a morte da modelo  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Record
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 06/01/2026, às 08h26



O reaparecimento de um passaporte atribuído a Eliza Samudio, encontrado em Portugal, trouxe de volta lembranças dolorosas e reabriu feridas de uma história que parecia encerrada há 15 anos. O documento foi localizado por um brasileiro em uma residência coletiva no país europeu e voltou a colocar o caso no centro das atenções.

Quem falou publicamente sobre o impacto da descoberta foi Arlie Moura, irmão de Eliza. Hoje com 27 anos, ele contou que a notícia abalou emocionalmente a família e reviveu memórias difíceis do período em que a modelo desapareceu, em junho de 2010. Segundo Arlie, não há dúvidas sobre a autenticidade do passaporte.

“Mexeu com o psicológico. Dá uma balançada de novo em tudo o que a gente viveu naquela época”, afirmou. “Mas o passaporte é da Eliza. Agora precisa investigar se foi perdido, se foi roubado, o que aconteceu para esse documento estar guardado naquela casa e só aparecer agora", disse em entrevista ao jornal O Tempo.

Arlie explicou que teve pouco convívio com a irmã. A diferença de idade entre eles é de 14 anos e, quando chegaram a morar juntos em Campo Grande (MS), ele ainda era bebê. Pouco tempo depois, Eliza voltou para Foz do Iguaçu (PR) para viver com o pai, enquanto ele permaneceu com a mãe. O último contato mais próximo entre os dois teria ocorrido entre 2008 e 2009, quando Eliza se mudou para São Paulo.

Reprodução / Portal Leo Dias

Apesar da repercussão e das especulações que surgiram nas redes sociais, o irmão disse não acreditar na hipótese de que Eliza esteja viva e morando na Europa. Para ele, os fatos apurados pela investigação e confirmados pela Justiça no caso que levou à condenação do ex-goleiro Bruno são consistentes. Ainda assim, defende cautela.

“Seria ótimo se ela estivesse viva, claro. A gente torce por isso. Mas não dá para bater o martelo nem sair levantando teoria agora. Tem que esperar as autoridades investigarem e darem um veredito”, disse.

Arlie também recordou que a irmã esteve em Portugal por volta de 2007, período compatível com a única marca registrada no passaporte encontrado: um carimbo de entrada no país europeu naquele ano, sem qualquer registro de saída ou novas viagens. Ele afirmou ainda que sempre soube pouco sobre a vida pessoal de Eliza, já que a mãe, Sônia Moura, evitava falar sobre o assunto com ele.

Procurada, a mãe de Eliza foi informada sobre o reaparecimento do documento e confirmou que o passaporte pertence, de fato, à filha, mas não quis se pronunciar oficialmente sobre o assunto.

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