Entretenimento
Publicado em 30/08/2026, às 11h18 Mariana Bamberg e Natane Ramos
Neste domingo (30), Margareth Menezes reuniu diversos artistas em uma mobilização pelo fim da escala de trabalho 6x1. O evento ocorreu no Morro do Cristo, na Barra, em Salvador, e reafirmou o compromisso da Ministra da Cultura do Brasil com a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição salarial.
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Durante a mobilização, o compositor baiano Manno Góes marcou presença e refletiu sobre a importância dos artistas apoiarem a causa. "A cultura é a mensagem do povo. Então, a gente está falando de algo muito importante para a sociedade, para o trabalhador que é o fim da miséria, da exclusão, para garantir uma vida mais digna, mais justa", declarou em entrevista ao BNews.
"É perfeitamente cabível essa mudança, e para mudar essa mensagem na lei, mudar a própria mentalidade do brasileiro. A gente tem que aumentar os nossos olhares, abrir os nossos olhares para ter mais igualdade social. Essa é a grande questão, por isso que nós estamos aqui", declarou o artista.
Manno Góes declara que narrativas contra o fim da escala 6x1 só reforçam ideais de exploração que já foram vistos na sociedade. "A mesma narrativa de sempre, foi assim quando acabou a escravidão, foi assim quando plantaram o 13º salário, foi assim quando implantaram as férias, o FGTS para empregado doméstico. Tem sempre alguém que não tem empatia social, que não tem consciência social", comentou.
Ao BNews, o artista declara que a mobilização é uma forma de transformar o cenário atual, e ir contra essa narrativa. "É sempre um discurso egoísta, o cinismo dessa gente que domina há muitos anos a economia brasileira, não o pensamento, mas a economia. Então qualquer manifestação para que isso mude é um pedido, a gente está falando aqui de dignidade dignidade e respeito", concluiu.
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