Entretenimento
João Vitor Marcelino Guido, conhecido artisticamente como MC Negão Original, vive um momento de contrastes entre a ascensão na carreira musical e uma investigação policial. Apontado como um dos envolvidos em um esquema de estelionato virtual que teria movimentado cerca de R$ 100 milhões em golpes pelo país, o funkeiro está com a prisão decretada e é considerado foragido.
A faixa, feita em parceria com Aaron Modesto, Willian, Iguinho CT e DU’L, foi gravada antes da decisão judicial que determinou a prisão do cantor. Enquanto o paradeiro do MC permanece desconhecido, outros trabalhos disponíveis no YouTube, como “Não, não vá”, “Ela lê o bom dia com Deus Pai” e “De Trinta no Baile”, seguem acumulando milhares de visualizações.

O desempenho nas plataformas reforça a força do artista no cenário do funk, mesmo em meio às controvérsias envolvendo seu nome. O caso também reacende uma discussão sobre como o gênero musical frequentemente transforma histórias das periferias e experiências urbanas em narrativas que chegam a milhões de ouvintes.
Desde o início da década de 2020, temas relacionados aos crimes digitais passaram a aparecer com mais frequência nas letras de alguns artistas do funk. A mudança acompanha o crescimento dos golpes virtuais e das novas formas de ostentação associadas ao ambiente online.
“Na época do funk ostentação se falava da marca de roupa X ou da moto Y. Hoje o assunto mudou, e muitos falam dos ‘Rauls’, não só pelo crime em si, mas pela vida que eles levam por causa dos golpes”, afirmou um MC em entrevista.
Segundo outro artista ouvido sobre o tema, a inspiração muitas vezes vem de situações presenciadas no cotidiano. “Nós estamos na favela e convivemos, mesmo que indiretamente, com essa realidade. Somos como roteiristas de filme: ouvimos histórias e adaptamos situações da vida real”, declarou.
Ver essa foto no Instagram
No vocabulário popular de São Paulo, o termo “Raul” passou a ser associado a estelionatários, em referência ao crescimento dos crimes virtuais e golpes aplicados pela internet.
Em entrevista ao portal g1, o advogado especialista em Direito Penal Euro Bento Maciel Filho explicou que produtores e colaboradores de um artista investigado não cometem crime apenas por trabalhar com ele. Segundo o especialista, a irregularidade ocorre quando há participação direta em ações como ocultação ou auxílio na fuga de um foragido.
Classificação Indicativa: Livre
Qualidade JBL
Notebook Poderoso
Smartwatch top
Imperdível
Super desconto