Entretenimento
por Alex Torres
Publicado em 13/10/2026, às 16h28 - Atualizado às 17h41
A morte do cantor Netinho, aos 60 anos, trouxe novamente um assunto que marcou a sua carreira. Na última década, o artista se envolveu em uma batalha judicial após acusar, em 2016, o médico Mohamad Ali Barakat de prescrever e vender anabolizantes e hormônios antes da grave crise de saúde que enfrentou três anos antes.
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Barakat chegou a processar o cantor e exigir uma indenização por danos morais, além de exigir que Netinho não falasse sobre a atuação do profissão de saúde durante entrevistas à imprensa. O pedido, entretanto, foi julgado improcedente, em 2018, após decisão assinada pelo juiz Manuel Eduardo Pedroso Barros, da 9ª vara Cível de Brasília, no Distrito Federal.
Também em 2016, uma publicação da Veja revelou uma ação movida pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) que colocava o doutor como alvo de processos ético-disciplinares. Barakat foi classificado como um dos "médicos que receitam bombas", em matéria que denunciou a prescrição de anabolizantes e hormonios em pacientes que queri incrementar a forma física, atitude que é reprovada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).
Em trecho da decisão assinada por Manuel Eduardo Pedroso Barros, o documento expedido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) reforçou a "prescrição indevida de anabolizantes" por parte de Barakat e completou que a prática o "rendeu um processo ético no Conselho Regional de Medicina (CRM)".
Outro ponto de polêmica envolvendo a carreira do médico Mohamad Ali Barakat consta em seu registro profissional no CFM. Apesar de aparecer relacionado à oftalmologia e estudos de endocrinologia, metabologia e antienvelhecimento, ele está como sem especialidade registrada no cadastro da autarquia.
A consulta foi realizada pelo Bnews nesta terça-feira (13), através do CRM-SP 68874, disponibilizado pelo próprio Barakat nas redes sociais. Importante ressaltar que o cadastro do médico é válido e aparece como ativo, com formação em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC, em 1990, e primeira inscrição em abril de 1991.
Por fim, vale também destacar que ausência da especialidade registrada no CFM não significa que Barakat não seja médico ou que esteja impedido de exercer a profissão. O fato indica apenas que não consta uma qualificação de especialista registrada no cadastro consultado.
O Bnews entrou em contato com Mohamad Ali Barakat através do canal de comunicação disponibilizado pelo Instituto Dr. Barakat. O último retorno informado foi que a solicitação havia sido encaminhada ao setor responsável e que, em breve, uma resposta seria dada aos questionamentos. No entanto, até o momento do fechamento desta matéria, o posicionamento não fo divulgado.
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