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'Muito jovem para me entregar ao sistema', desabafa Emanuelle Araújo sobre passagem na Banda Eva após substituir Ivete

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Emanuelle Araújo foi a cantora que dividiu os tempos de maior sucesso da banda entre Ivete e Saulo Fernandes  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais / Youtube
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 27/09/2024, às 06h49



Por três anos, entre 1999 e 2002, Emauelle Araújo foi a voz e a cara da Banda Eva, considerada uma das mais icônica da música baiana. O período revelou a baiana para o Brasil e lhe abriu portas para seguir o seu principal sonho que era de ser atriz, o que vem cumprindo até os dias de hoje, inclusive integrando os elencos de diversas novelas.

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No entanto, se engana quem pensa que sua passagem pelo grupo "tudo foi flores". Isso porque Emanuelle foi o hiato entre os dois nomes mais lembrados e de sucesso da banda: Ivete Sangalo e Saulo Fernandes. De certa forma, isso ofuscou sua trajetória como "puxadora" de um dos grupos de maior história do Axé.

Mais de 20 anos depois, a atriz e cantora voltou a falar sobre o assunto e, de forma bem sincera, relatou uma certa pressão que sofria pela posição que ocupava. "Era o meu despertar nacional na arte, mas ao mesmo tempo estava focada no ofício de ser cantora e atriz. Foi um momento de muito aprendizado", disse em entrevista no programa 'No Tom', apresentando por Zé Luiz e Bebé Salvego.

Emanuelle disse ter encontrado a felicidade com o suceesso promovido pela música, mas confessou não que se sentia completa. "Muito nova, tive esse sucesso estrondoso. Me senti muito feliz e preenchida, mas também senti muita falta das minhas pesquisas e de movimentos plurais", contou ela que na época se dividia entre os palcos e os estudos para seguir seu sonho.

Durante o bate-papo, a cantora chegou a revelar como decidiu se "rebelar" aos padrões estabelecidos.

"Existia uma inquietude que ficava adormecida. Chegou um momento em que pensei: 'Sou muito jovem ainda, não tenho já que me entregar ao sistema'", conta. "Sempre tive uma rebeldia bem guardada e isso foi muito saudável para mim", declarou.

Para ela, a personalidade forte a ajudou para trilhar o seu próprio caminho e abrir mão de certas oportunidades, o que justifica ter seguido o seu "jeitinho baiano". "Eu sempre tive uma personalidade muito forte, desde pequena. Isso não significa uma personalidade agressiva —sempre fui muito doce, do meu jeitinho, bem baiana. Mas sempre fui falando muito claramente o que eu queria."

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