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Na mira da PF: Empresas de Virginia Fonseca são citadas em investigação sobre movimentações financeiras

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A revista Piauí publicou uma reportagem investigativa sobre Virginia Fonseca e as transações associadas a ela e suas empresas  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Andreza Oliveira

por Andreza Oliveira

Publicado em 02/06/2026, às 13h58



O nome da influenciadora Virginia Fonseca voltou aos holofotes após ser mencionado em uma investigação da Policia Federal. O caso, que conta com movimentações financeiras ligadas ao seu nome e empresas associadas, ganhou ainda mais notoriedade depois da Revista Piaui publicar uma reportagem. 

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Conforme a reportagem, a investigação tem o objetivo de apurar a legalidade de operações financeiras ligadas à loira, "bem como a origem dos recursos movimentados, a eventual prática de crimes financeiros, fiscais e de lavagem de dinheiro."


Além disso, a revista aponta que os documentos analisados levantaram questionamentos sobre movimentações financeiras envolvendo a Talismã Digital. De acordo com a publicação, entre março e setembro de 2024, a empresa da loira teria recebido  R$ 22,4 milhões, grande parte proveniente de transações via PIX e TED. O volume da operação chamou a atenção porque o principal depositante do dinheiro está enquadrado no Simples Nacional, regime tributário voltado a empresas de menor porte.


A reportagem ainda dá detalhes de informações que envolvem a Wpink Suplementos Nutricionais e a Wepink Cosméticos. No caso da marca de suplementos, a revista aponta que um relatório enviado ao Coaf apontou movimentações entre janeiro e março do ano passado. Os créditos registrados na conta da empresa somaram  R$ 43,6 milhões no período, enquanto os débitos chegaram a R$ 43,5 milhões.  Ainda de acordo com a Piauí, o relatório apontava que o  volume movimentado aparentemente não seria compatível com o faturamento mensal informado pela empresa.


Já a marca de beleza, a reportagem diz que o Coaf recebeu alertas sobre movimentações consideradas suspeitas envolvendo a Savi Cosméticos S.A. (razão social da WePink). A Piauí ainda afirma que entre novembro de 2023 e maio de 2024 foram identificadas 190 operações que somaram cerca de R$ 502 mil, feitas por meio de depósitos efetuados em caixas eletrônicos, em diferentes agências bancárias. O padrão fragmentado das operações chamou a atenção do sistema financeiro por apresentar uma dificuldade no rastreamento da origem dos recursos.


Os advogados da famosa, que foram procurados pela equipe da revista, negaram as irregularidades, citaram emissão de notas fiscais e declaração aos órgãos competentes, além de apresentarem justificativas para as movimentações apontadas nos relatórios.

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