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Em março de 2020, Ronaldinho Gaúcho protagonizou um dos episódios mais controversos de sua vida fora dos gramados. O ex-craque da Seleção Brasileira e do Barcelona foi preso no Paraguai após entrar no país portando passaportes e documentos de identidade falsos. O caso ganhou repercussão internacional e terminou com o ex-jogador passando 32 dias na cadeia e outros cinco meses em prisão domiciliar antes de conseguir retornar ao Brasil.
Ronaldinho desembarcou em Assunção no dia 4 de março de 2020 acompanhado do irmão e empresário, Roberto de Assis Moreira, para cumprir agenda de eventos e compromissos comerciais. No entanto, logo após a chegada, autoridades paraguaias identificaram que Ronaldinho e o irmão estavam portando passaportes e carteiras de identidade paraguaias emitidos oficialmente, mas com dados falsos, indicando que ambos seriam cidadãos naturalizados do Paraguai, algo que nunca aconteceu.
O caso chamou ainda mais atenção porque Ronaldinho não precisava de um passaporte paraguaio para entrar no país. Como Brasil e Paraguai fazem parte do Mercosul, bastava apresentar um documento brasileiro de identidade válido para cruzar a fronteira.
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Inicialmente, a defesa alegou que os documentos haviam sido entregues como uma "cortesia" por empresários paraguaios e que Ronaldinho não sabia que eram irregulares. Mesmo assim, o Ministério Público decidiu aprofundar as investigações. Após prestar depoimento, Ronaldinho chegou a ser liberado provisoriamente. Porém, poucas horas depois, o MP mudou de posição e pediu sua prisão preventiva, entendendo que havia elementos suficientes para prosseguir com a investigação.
Ronaldinho foi levado para a ‘Agrupación Especializada’, uma unidade da Polícia Nacional em Assunção destinada a presos de casos especiais. Mesmo atrás das grades, o ex-jogador continuou atraindo atenção. Fotos dele jogando futebol com outros detentos viralizaram nas redes sociais, assim como relatos de que participou de um torneio interno e ajudou seu time a conquistar o título.
Depois de 32 dias preso, Ronaldinho e Roberto de Assis conseguiram autorização judicial para deixar a penitenciária mediante o pagamento de uma fiança de aproximadamente US$ 1,6 milhão. Os dois passaram então a cumprir prisão domiciliar em um hotel de luxo em Assunção, onde permaneceram por cerca de cinco meses, sempre sob monitoramento das autoridades paraguaias.
O caso foi encerrado em agosto de 2020, quando a Justiça do Paraguai homologou um acordo. O ex-jogador reconheceu responsabilidade pelo uso dos documentos falsos, pagou uma indenização e teve o processo encerrado, sem condenação criminal.
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