BNews Nordeste
A defesa de Ysabelle Rodrigues, mãe da bebê Helena, de 10 meses, afirmou nesta sexta-feira (17) que os laudos periciais produzidos no caso não confirmam a hipótese de violência sexual contra a criança.
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Segundo o advogado Hélio de Simões, os exames já foram encaminhados à Polícia Civil do Ceará e passarão a integrar o inquérito que apura a morte da menina. Ainda de acordo com a defesa, os documentos serão analisados pela Polícia Civil, pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário durante o andamento da investigação.
Em entrevista à TV Cidade Fortaleza, o advogado disse que as conclusões técnicas divergem de informações que passaram a circular nas redes sociais após a morte da bebê, ocorrida na última segunda-feira (13), em um apartamento no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.
O resultado de todas as perícias foi encaminhado à autoridade policial. Em casos de tamanha gravidade e repercussão, é preciso responsabilidade. Muitas pessoas fizeram julgamentos sem conhecer o conteúdo da investigação, e agora tudo será esclarecido dentro dos limites da lei", afirmou Hélio.
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Ainda segundo o advogado, os exames periciais não apresentaram comprovação técnica de violência sexual contra a criança. A defesa sustenta que, até o momento, não existe "nenhuma prova técnica científica" anexada aos autos que confirme a prática de estupro.
Simões também afirmou que pessoas que divulgaram acusações ou informações falsas sobre o caso nas redes sociais poderão ser responsabilizadas judicialmente. Segundo o advogado, publicações que atribuíram crimes antes da conclusão das perícias poderão ser analisadas sob o ponto de vista legal.
Na semana passada, Ysabelle concedeu entrevista à TV Cidade Fortaleza para rebater informações que circulavam sobre o caso. A genitora negou que o proprietário do apartamento onde a bebê morreu fosse seu namorado ou tivesse qualquer vínculo com a criança.
Segundo a mãe, os dois estavam se conhecendo havia poucas semanas, após serem apresentados por seu irmão. Rodrigues também relatou os acontecimentos da madrugada da morte de Helena e afirmou aguardar a conclusão das investigações para entender o que ocorreu.
Eu estava do lado da minha filha, dando peito a ela, quando um deles vieram, quando eles iam chegando na porta ele disse ‘Levi, me dá um copo d’água’. Ele voltou, me deu o copo d’água, do jeito que eu estava bebendo água, ele girou o corpo e se jogou na cama do lado da minha filha. Como ele era muito pesado ele ainda deitou em cima do braço dela. O que eu fiz para ela não cair... Puxei o bracinho dela, coloquei ela debaixo do meu, porque caso ele ou ela se mexesse eu sentiria. Só que, desde então, eu apaguei”, contou a mãe.
O caso continua sendo investigado pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa). Dois homens que estavam no apartamento na madrugada da morte permanecem sob investigação enquanto a Polícia Civil busca esclarecer a dinâmica dos fatos e apurar eventuais responsabilidades criminais.
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