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Polícia Civil do RJ comemora prisão de MC Poze e debocha com trocadilho: "rodou"

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MC Poze foi preso por apologia ao crime e suspeita de associação ao Comando Vermelho  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 29/05/2025, às 11h38



A Polícia Civil do Rio de Janeiro, através da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), foi responsável pela prisão de MC Poze. O cantor foi detido sob acusação de apologia ao crime e envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho (CV).

O funkeiro foi preso dentro da mansão onde vive com uma família, em um condomínio de luxo, no bairro de Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste da capital fluminense. De lá, ele foi levado para Cidade da Polícia para prestar depoimento, onde chegou algemado e imobilizado, o que gerou críticas aos policiais nas redes sociais.

Apesar da atitude dos agentes ser questionada, a Polícia Civil do RJ chegou a comemorar a prisão do artista. No perfil oficial da instituição no Instagram, foi compartilhado um vídeo celebrando a atuação policial, inclusive, em tom de deboche ao usar o termo "rodou", um trocadilho do nome artístico do funkeiro e expressão comum no meio policial.

O vídeo mostra diversas imagens de MC Poze em baile funks com presença de traficantes armados com fuzis e a narração descreve a atuação do cantor como "narcocultura". "Hoje o cantor não vai subir no palco, foi para trás das grais. Mas a nossa luta continua. Para acabar com essa macrocultura, combater o crime organizado e promover a cultura do bem".

"Qual é o limite da liberdade de expressão? E se eu disser que pode custar uma vida, a sua vida? Um cantor famoso, que posa nas redes sociais com celebridades, faz um show um pouco diferente daqueles que você conhece. Um show com letras que enaltecem uma facção criminosa, que tem na plateia criminosos com armas pesadas e divertindo. O nome disso é Narcocultura. Eles querem atrair gente para os shows, para promover o estilo de vida dos bandidos, para normalizar o consumo de drogas, o domínio de territórios e o uso ilegal de armas. Esses shows movimentam dinheiro e que vão diretamente para os bolsos dos traficantes. Esse dinheiro financia crimes, poucos, guerras, mortes. Hoje o cantor não vai subir no palco, foi para trás das grais. Mas a nossa luta continua. Para acabar com essa macrocultura, combater o crime organizado e promover a cultura do bem".

Por que MC Poze foi preso?

O cantor é acusado de fazer apologia ao crime e ter envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho (CV).

As investigações apontaram associação do artista ao grupo criminoso devido aos shows realizados exclusivamente em áreas dominadas pelo CV, com a presença ostensiva de traficantes armados com armas de grosso calibre, como fuzis. As apresentações, inclusive, seriam patrocinadas pelo grupo criminoso como forma de fortalecer o tráfico de drogas na região nos dias dos eventos.

"O show, no qual o cantor entoou diversas músicas enaltecendo a facção criminosa, ocorreu poucas horas antes da morte do policial civil José Antônio Lourenço, integrante da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), em uma operação policial na comunidade", informa a polícia.

Recentemente, viralizou nas redes sociais um vídeo do cantor se apresentando em um baile funk na comunidade da Cidade de Deus, na zona oeste do Rio de Janeiro, dias antes de uma grande operação policial no local. Nas imagens, enquanto MC Poze está no palco, supostos traficantes da CDD exibem fuzis e armamento de grosso calibre.

Além disso, conforme a polícia, o cantor faz "clara apologia ao tráfico de drogas, ao uso ilegal de armas de fogo e incita confrontos armados entre facções rivais" em suas músicas. "A Polícia Civil reforça que as letras extrapolam os limites constitucionais da liberdade de expressão e artística, configurando crimes graves de apologia ao crime e associação para o tráfico de drogas". 

Classificação Indicativa: Livre

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