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"Pra mim é uma honra muito grande", diz Fafá de Belém ao se tornar Cidadã Soteropolitana

Carolina Papa/Bnews
Fafá de Belém relembrou o inicio da carreira no teatro Vila Velha e a relação com a capital baiana  |   Bnews - Divulgação Carolina Papa/Bnews


“Eu tô muito nervosa”. Foi assim que se definiu Fafá de Belém ao chegar na Câmara de Salvador, onde recebe o título de cidadã soteropolitana, nesta quinta-feira (21). Segundo ela, a homenagem é uma “grande honra”, principalmente porque foi na capital baiana  que começou sua carreira. 

“Pra mim é uma honra muito grande. O primeiro show que eu fiz na minha vida foi no Teatro Vila Velha. Eu antes nunca tinha subido no palco. Eu não queria ser cantora, nunca pensei nada disso. E a Bahia, aquela altura, há 50 anos atrás, eu tinha 18 anos há 50 anos, àquela altura a Bahia já me abraçou. Eu ia ficar aqui por três semanas, fiquei três meses”, disse. 

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A cantora revelou que recebeu a notícia de que receberia a honraria quando a homenagem ainda era um projeto que tramitava na Câmara Municipal. “Alguém me falou, soprou que havia uma possibilidade desse título, eu fiquei muito emocionada. E o que eu quero dizer é que eu posso honrar esse título como tanto está me honrando recebê-lo hoje”, contou. 

Questionada sobre os próximos passos para a carreira, a cantora disse que, no momento, seu foco total está na COP30. De acordo com o que afirmou, ela está “mergulhada” na realização do evento, que debaterá mudanças climáticas e a Amazônia. Além disso, ela disse querer retomar os shows de celebração dos 50 anos de carreira em breve

“Nós começamos ano passado, e eu quebrei o joelho e retomo ano que vem”, declarou.

Memórias de Salvador

Questionada quais são as memórias que tem de Salvador, do início de sua carreira, além da primeira apresentação, a cantora disse que uma das mais importantes foi conhecer o escritor Jorge Amado pessoalmente e de participar da lavagem do Bonfim pela primeira vez. “Eu não sabia como era que funcionava isso, porque Belém não tinha, nunca tinha ouvido falar. E não era o mundo de hoje, que tá todo conectado”, disse. 

Na Bahia, acho que a coisa mais avassaladora foi quando eu entrei, que eu desci do aeroporto e passei pelo bambuzal. Aquilo é uma coisa inesquecível, e toda vez que eu passo por ali, eu considero que eu tô entrando num portal, atravessando o portal. Um portal de felicidade, alegria, colorido de axé e muito carinho, muito carinho”, concluiu.

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