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Prefeito que "decretou" fim do São João da Bahia pagou R$ 1,1 milhão apenas a Safadão e gastou mais de R$ 10 milhões na festa em 2025

Divulgação / Prefeitura de Jequié
A festa na cidade do gestor municipal foi a segunda mais cara entre os municípios do interior da Bahia em 2025  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Prefeitura de Jequié
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 21/01/2026, às 10h05 - Atualizado às 11h05



Uma declaração do prefeito de Jequié sobre os gastos das prefeituras nos festejos de São João colocou luz em uma discussão que ganha mais espaço a cada ano. Durante reunião da União dos Prefeitos da Bahia (UPB), Zé Cocá (PP) criticou o aumento nos custos para realização das festas juninas.

“Municípios de pequeno porte não terão condições de pagar. Do embalo que está, daqui a três anos, município nenhum baiano conseguirá ter condições de realizar a festa. Um exemplo é o São João nosso que vai aumentar de R$5 milhões, se for na mesma média que foi ano passado, vai para R$15 milhões. Nem Jequié, que é de médio porte, tem condição”, declarou ao sugerir a criação de critérios e preços para contratação de artistas nos determinados eventos.

Apesar da sugestão, Zé Cocá realizou o segundo São João mais caro entre as cidades do interior da Bahia em 2025. Com custo de R$ 10,21 milhões, o município de Jequié ficou atrás apenas de Cruz das Almas, que desembolsou R$ 10,56 milhões para realizar os festejos. Ambas as cidades tiveram cinco dias de festa, de 20 a 24 de junho.

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Em Jequié, somente Wesley Safadão recebeu o cachê de R$ 1,1 milhão para se apresentar no último dia do evento. O cantor teve o maior valor recebido, mas outros artistas também receberam altas quantias para compor a grade de atrações da festa, a exemplo de:

  1. Wesley Safadão - R$ 1,1 milhão
  2. Ana Castela - R$ 800 mil
  3. Alok - R$ 750 mil
  4. Xand Avião - R$ 700 mil
  5. Natanzinho Lima - R$ 600 mlil
  6. Henry Freitas - R$ 550 mil
  7. Murilo Huff - R$ 500 mil
  8. Calcinha Preta - R$ 490 mil
  9. Iguinho e Lulinha - R$ 400 mil
  10. Os Caras do Arrocha - R$ 350 mil

Inclusive, conforme a lista acima, com base nos dados do Painel Junino do Ministério Público da Bahia (MP-BA), nenhum artista baiano integra o top 10 dos cachês mais caros do evento. Além disso, nomes conhecidos nacionalmente e que defendem a bandeira do forró, principal gênero musical dos festejos, tiveram remuneração abaixo dos já mencionados.

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É o caso de Dorvigal Dantas (R$ 300 mil), Limão com Mel (R$ 300 mil), Flavio José (R$ 250 mil), Adelmário Coelho (R$ 250 mil), entre outros. O cantor Luiz Caldas, mundialmente reconhecido e considerado o Pai do Axé, recebeu cachê de R$ 200 mil mesmo com todo prestígio.

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