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Quais doenças mataram Jota Surfista? Entenda os riscos das condições que causaram a morte do influenciador aos 30 anos

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Morte do influenciador aos 30 anos acende alerta para doenças silenciosas ligadas a hábitos de risco e destaca importância do diagnóstico precoce  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 26/03/2026, às 08h24



A morte do influenciador Jota Surfista, aos 30 anos, acendeu um alerta sobre duas condições graves que podem evoluir de forma silenciosa e, em alguns casos, estar interligadas: o câncer de estômago e a cirrose hepática.

De acordo com relatos do próprio influenciador nas redes sociais, ele enfrentava um tumor agressivo na região do estômago e, durante o tratamento, também recebeu o diagnóstico de comprometimento hepático avançado. Embora sejam doenças distintas, especialistas apontam que ambas podem estar associadas a fatores semelhantes, como hábitos de vida e histórico de saúde.

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Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o câncer gástrico costuma se desenvolver de forma silenciosa, o que dificulta o diagnóstico precoce. Entre os principais sintomas estão dor abdominal persistente, sensação de saciedade com pequenas quantidades de alimento, perda de peso sem causa aparente, náuseas e vômitos. Em fases mais avançadas, podem ocorrer sangramentos digestivos.

A Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva destaca que muitos pacientes só procuram atendimento quando os sintomas já estão intensos, o que reduz as chances de tratamento eficaz.

Já a cirrose hepática, de acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia, é uma doença crônica caracterizada pela substituição do tecido saudável do fígado por cicatrizes, comprometendo o funcionamento do órgão. Nos estágios iniciais, pode não apresentar sinais claros, mas com a progressão surgem sintomas como cansaço, inchaço abdominal, pele e olhos amarelados, perda de apetite e alterações cognitivas.

Especialistas apontam que fatores como consumo excessivo de álcool, tabagismo, alimentação inadequada e infecção pela bactéria Helicobacter pylori aumentam os riscos para essas doenças. O uso de substâncias também pode agravar o quadro geral de saúde.

A combinação entre enfermidades graves tende a acelerar a piora clínica, tornando o tratamento mais complexo. Por isso, entidades médicas reforçam a importância da prevenção e do acompanhamento regular.

Entre as recomendações estão a adoção de hábitos saudáveis, redução ou eliminação do consumo de álcool, abandono do cigarro e realização de exames periódicos, especialmente diante de sintomas persistentes.

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