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A morte de Jimmy Cliff, anunciada pela família nesta segunda-feira (24), voltou a colocar o nome de Nabiyah Be em destaque. A atriz e cantora, que nasceu e cresceu em Salvador, é filha do artista jamaicano e tem uma trajetória que mistura Bahia, Jamaica e Hollywood. As informações são do portal O Globo.
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Aos 30 anos, Nabiyah já brilha por conta própria, mas a relação com o pai marcou toda a sua vida. Ela começou no palco ainda criança: tinha só 5 anos quando cantou pela primeira vez diante do público. Dois anos depois, já viajava o mundo acompanhando Jimmy Cliff.
“Era uma forma de manter a família unida”, contou em entrevista em 2023.
Um dos momentos que mais emocionam os fãs aconteceu quando ela correu para o palco durante um show do pai e se recusou a sair. Resultado: ganhou o direito de cantar sozinha Me abraça e me beija, sucesso de Lazzo Matumbi. A partir daí, passou a dividir apresentações com Jimmy Cliff, misturando inglês e português. Ainda pequena, também cantou com Margareth Menezes e, mais de 20 anos depois, voltou a gravar com a artista baiana.
Infância simples na Bahia
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Apesar da vida entre turnês, Nabiyah sempre diz que cresceu como qualquer menina baiana. Vivia a cultura da rua, a música, o convívio com vizinhos. Fez teatro aos 11 anos e logo descobriu que o palco era seu lugar.
Aos 18 anos, decidiu tentar a vida nos Estados Unidos e se mudou para Nova York para estudar artes. Lá, participou de peças, bares de música brasileira e grandes produções teatrais.
“No teatro, percebi que podia chorar sem ninguém saber por quê. Era libertador”, disse.
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De Salvador para os cinemas do mundo
O grande salto aconteceu em 2018, quando Nabiyah estreou no cinema como Linda em Black Panther, o blockbuster da Marvel Studios que virou fenômeno mundial.
Depois, ganhou ainda mais destaque como Simone Jackson na série Daisy Jones & The Six, do Prime Video. Sua personagem representa força, resistência e a luta por espaço na música, temas que lembram sua própria vida.
Identidade múltipla
Nabiyah cresceu num ambiente cheio de influências: pai jamaicano, mãe paulista, criada como muçulmana e também ligada à ayahuasca.
“Demorei a entender quem eu era. Hoje honro cada parte da minha história”, afirmou.
Seu nome, de origem árabe, significa “a inteligência da profeta feminina”, algo que ela carrega como símbolo de força.
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