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“Quem recebe Bolsa-Família é escravo”, dispara Edson Gomes em polêmico discurso político durante show

Devid Santana/BNews
Cantor fez críticas ao programa social e discurso repercutiu nas redes sociais  |   Bnews - Divulgação Devid Santana/BNews
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 22/03/2026, às 21h46 - Atualizado às 21h46



O cantor Edson Gomes fez declarações polêmicas durante uma apresentação em São José do Itaporã, distrito de Muritiba, na Bahia. No palco, em imagens divulgadas pela página Blog do Valente, o artista criticou o benefício do Bolsa Família e associou o programa a uma relação de dependência, citando uma “escravidão”.

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“Quem recebe Bolsa-Família é escravo. Agora nas eleições, eles vão chamar vocês pra fazer a revisão, pra você votar neles. Ou vota ou tira o Bolsa-Família. Nós não somos mais escravos, não. Nós não vivemos só de comida. O que porr* é R$600?! Vai viver com R$600… Vamos trabalhar. Porra* de Bolsa-Família, para viver como escravos. Eles são opressores. Eles nos oprimem”, bradou.

Em seguida, o cantor trouxe um relato pessoal para dar ênfase ao seu posicionamento, relembrando experiências profissionais anteriores:

“Façam como eu. Agora eu estou melhor, mas nem sempre fui assim não. Já passei por situações difíceis. Eu trabalhei em empresa, já fui CLT, carregando e descarregando caminhão na fábrica de papel lá de cachoeira. Eu era escravo, porque recebia um salário escravo também”, declarou.

Na continuidade do discurso, ele abordou a questão da liberdade de voto e criticou o que considera imposições políticas. “Quando você trabalha de carteira assinada, você vota em quem você quiser votar. Se você quiser votar na esquerda, vota na esquerda. Nós temos o direito de escolha.”, acrescentou.

Por fim, o artista falou sobre estigmas envolvendo classe social e posicionamento político, defendendo autonomia individual nas escolhas eleitorais. “Eles dizem: ‘preto e pobre não vota na direita’. Vota sim. Eles não podem dizer em quem nós temos o direito de votar. Se quer voltar na esquerda, porque você quer votar na esquerda. Mas se quiser votar na direita, porque você quer votar na direita, vote. O voto é seu, não pertence a eles”, concluiu.

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