Entretenimento
por Natane Ramos
Publicado em 29/11/2025, às 18h19
Evelyn Bastos, rainha de bateria da Mangueira, comentou sobre suas expectativas para o Carnaval de 2026 durante um mini desfile da agremiação carioca na Cidade do Samba, realizado no Rio de Janeiro, na sexta-feira (28).
Em entrevista à coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles, a sambista e historiadora falou sobre seus 12 anos desfilando pela Mangueira, reforçando a história da escola de samba e refletindo sobre um recente desabafo que foi associado à influenciadora Virginia Fonseca.
"Eu acho que ser uma rainha de bateria nascida e criada no seu chão tem esse acolhimento automático. Somos uma grande família. Passo por um lugar onde minha mãe já passou e tantas outras mulheres que foram minhas professoras e me inspiraram. Passar por esse lugar, para mim, é muita responsabilidade, porque entendo esse legado e sei o peso de dar continuidade a esse trabalho", declarou.
Evelyn explicou o contexto do seu desabafo e a importância de pessoas envolvidas com as escolas de samba e comunidades assumirem papeis de destaque. "A história do samba é uma história de resistência. É uma história que, apesar dos pesares, resistiu até hoje. Se hoje fazemos o maior espetáculo da Terra, é porque temos esses componentes de cada uma dessas escolas descendo de suas favelas, saindo de suas casas nos subúrbios e fazendo com que essa festa seja possível", disse a diretora cultural.
A sambista reforçou a mensagem de inclusão nas escolas. "Eu acho que esses lugares de destaque, o chão da Sapucaí, devem ser dessas meninas originárias. Mas sempre digo que o samba é para todos; ele é uma tecnologia negra, e isso é indispensável", acrescentou.
Sobre seu desabafo, Evelyn declarou que a mensagem não foi somente para Virginia. "Tem escolas de samba com muitas musas famosas, musas que são atrizes, modelos, então não foi direcionado a uma pessoa específica. Isso já acontece há algum tempo, mas parece que em 2026 tomou uma proporção que saiu do controle. E aí, realmente, é uma mulherada preta, negra, que faz samba, fazendo uma barreira para defender o que é nosso, sempre com muito respeito", explicou.
"Vou estar lá para aplaudir todas elas, independentemente de eu concordar ou não com esse lugar de destaque. Minha opinião não é absoluta; ela só é uma opinião", concluiu.
🚨VEJA: Evelyn Bastos, historiadora e Rainha de Bateria da Mangueira, realiza pronunciamento. A rainha critica a ocupação de cargos de destaque por pessoas de fora do samba.
— Barracão do Samba (@barrracao) September 25, 2025
“Tem coisa que o dinheiro não compra: Pertencimento”. pic.twitter.com/EF5EtHEI4i
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