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Rapper famoso se defende de acusações de ligação com Comando Vermelho

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O rapper se defende de acusações de associação ao crime organizado e critica a desinformação nas redes sociais.  |   Bnews - Divulgação Reprodução Instagram
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 17/06/2025, às 09h50



O rapper Oruam, de 24 anos, afirmou estar sendo vítima de uma campanha difamatória nas redes sociais que o associa à facção criminosa Comando Vermelho (CV). Em resposta a uma postagem da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), o artista negou qualquer envolvimento com o crime organizado e reclamou da forma como sua imagem tem sido tratada. As informações são do portal Splash Uol. 

Hilton usou as redes para explicar porque abriu diálogo com o cantor, e disse ter sido criticada por indicar movimentos sociais para que ele pudesse se educar politicamente. “Fui acusada de ‘passar pano para o crime’, o que não é verdade”, escreveu a parlamentar. As críticas se intensificaram porque Oruam é frequentemente acusado de exaltar o crime organizado em suas músicas. 

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Em sua resposta, o rapper rebateu: 

“Vou te explicar como funcionam as mídias sociais: elas soltam uma mentira que acaba virando verdade pra quem não entende do assunto, e as pessoas realmente começaram a acreditar naquilo.” 

Ele continuou: 

“De tanto eles associam à criminalidade, todo mundo acredita que isso é verdade. Ou seja, uma mentira que virou verdade na mente de um ignorante. ‘Se você falar com o Oruam, você tem ligação com o Comando Vermelho’. Querem acabar com a nossa imagem.” 

Oruam é filho de Marcinho VP, apontado como um dos principais líderes do CV, preso desde 1996. Apesar de nunca ter convivido com o pai, o rapper já declarou publicamente sua admiração por ele.

Durante o Lollapalooza 2024, por exemplo, subiu ao palco com uma camisa estampando o rosto de Marcinho VP e pediu sua liberdade. Oruam também tatuou o rosto do pai no peito e, na barriga, o de Elias Maluco, condenado pelo assassinato do jornalista Tim Lopes. 

Essas manifestações geraram polêmica e motivaram a criação de um projeto de lei em São Paulo, apelidado de “lei anti-Oruam”. A proposta, assinada por vereadores da capital paulista, busca proibir que o Executivo municipal contrate artistas que façam, em seus shows, apologia ao crime ou ao uso de drogas. 

Apesar das polêmicas, Oruam é um dos maiores nomes do trap nacional. Com mais de 10 milhões de ouvintes mensais no Spotify, suas músicas retratam o cotidiano das periferias e comunidades do país.

Classificação Indicativa: Livre

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