Entretenimento
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 28/03/2026, às 12h42 - Atualizado às 12h43
Chefe da monarquia britânica, o rei Charles III está longe de depender de contracheque no fim do mês. Segundo levantamento mais recente, sua fortuna pessoal gira em torno de US$ 860 milhões, cerca de R$ 4,3 bilhões na cotação atual.
Mas o dinheiro não aparece por mágica, apesar de parecer. A engrenagem financeira da realeza mistura propriedades históricas, investimentos e repasses públicos que sustentam tanto a vida privada quanto a agenda oficial do monarca.
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Antes de assumir o trono, Charles era financiado pelo Ducado da Cornualha. Agora, como rei, passou a contar com três principais fontes: a Coroa britânica, o Ducado de Lancaster e seus investimentos pessoais.
A principal fatia vem do chamado Crown Estate, um portfólio gigantesco que inclui imóveis de luxo em Londres, áreas comerciais, hotéis e mais de 77 mil hectares de terras. Os lucros dessas propriedades vão para o Tesouro britânico, que devolve uma parte à família real por meio da chamada Subvenção Soberana.
Em 2025-2026, esse repasse ultrapassou US$ 176,6 milhões, cerca de R$ 883 milhões, um salto de mais de R$ 300 milhões em relação ao período anterior. O aumento foi impulsionado, entre outros fatores, pela exploração de parques eólicos offshore.
Esse valor banca a máquina da monarquia: manutenção de palácios, salários de funcionários e compromissos oficiais. Só em 2025, membros da família real participaram de 2.458 eventos públicos.
Outra fonte relevante é o Ducado de Lancaster, uma propriedade privada criada no século XIV. De lá sai a chamada Bolsa Privada, que garante a Charles uma receita anual de mais de US$ 38 milhões, cerca de R$ 190 milhões.
Esse dinheiro cobre despesas pessoais, mas também sustenta residências privadas como Sandringham e Balmoral, além de apoiar outros membros ativos da família real.
A terceira fonte, mais discreta, vem do patrimônio pessoal do rei, que inclui investimentos e imóveis. Esse valor não é divulgado.
Mesmo com um diagnóstico de câncer em 2024, Charles manteve presença ativa. Em 2025, foi apontado como o membro mais “trabalhador” da realeza, com 535 compromissos oficiais, mais que o dobro do ano anterior.
Para 2026, a expectativa é de agenda ainda mais intensa, incluindo viagens internacionais que podem ultrapassar 24 mil quilômetros, com uma visita aos Estados Unidos no radar.
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