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Relembre a polêmica! Ed Motta reclama da falta de shows no Brasil após falar mal dos brasileiros: 'isso é censura'

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O cantor e compositor voltou a criticar o comportamento dos brasileiros apesar das consequências  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 30/06/2025, às 12h09



A "política do cancelamento" geralmente não é tão duradoura já que os "cancelados" mudam rapidamente em meio ao imediatismo promovido pelas redes sociais. No entanto, não foi isso que aconteceu no caso de Ed Motta, que se envolveu em uma polêmica em 2015 e diz ainda sofrer consequências.

Na época, o cantor e compositor detonou o comportamento dos fãs brasileiros em seus shows no exterior por pedirem canções em português durante a apresentação em inglês. O artista chegou a declarar que o Brasil é uma “terra ignorante” e chamou os compatriotas de “gente simplória”.

Agora, dez anos depois, o sobrinho de Tim Maia fez um desabafo e descreveu como "censura" a falta de contratação para shows no Brasil. Na última sexta-feira (27), um dia antes de uma apresentação em São Paulo, que marca os 30 anos do álbum “Manual Prático para Festas, Bailes e Afins”, ele revelou que não tem sido cotado para festivais e festas.

“Eu tô sem fazer um show desde novembro do ano passado, isso não é normal”, disse o artista em entrevista à rádio CBN. “Isso é uma retaliação em cima da opinião, é uma forma de censura velada”, completou. “É uma forma de censurar. E eu tenho aprendizado com isso. Aprendizado de não repetir essas coisas e me arrependo delas, porque eu não quero colocar a mão no fogo. Eu pago um preço por isso, no Brasil principalmente né. Fora do Brasil ninguém nem sabe disso”.

Reforçou as críticas aos brasileiros

Apesar de revelar estar sofrendo consequências por suas falas, Ed Motta voltou a criticar os brasileiros, dessa vez, a imprensa nacional. “As minhas entrevistas que eu faço fora [do país] os caras são super radicais: ‘E aí Ed Motta, o novo jazz, o que você acha?’ Desço a marreta e não tem isso de ‘Vamos acabar com a vida desse gordo porque ele acabou de falar mal do jazz’. Não, não tem essa coisa terceiromundista, não tem. Então, isso é daqui. Eu nunca vi. Esse linchamento por uma relez opinião é muito caipira, é muito jeca”.

Por isso, ele afirma que tem dedicado sua carreira quase que integralmente em inglês e com discos lançados por gravadoras da Europa. “O que eu aprendi disso é que tenho que calar minha boca, só isso. Não me arrependo de nada, não mudei de opinião nenhuma, só tenho que ficar quieto, ter inteligência emocional para ficar quieto, como a maioria dos seres humanos”, apontou.

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