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Repórter da TV Bahia faz desabafo em defesa das mães de bebês reborn: 'mulheres julgadas por se divertirem'

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A repórter compartilhou uma foto com um bebê reborn no colo e fez um longo desabafo nas redes sociais  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa / Freepik
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 21/05/2025, às 11h16



O novo fenômeno em torno dos bebês reborn tem gerado cada dia mais discussões, seja nas redes sociais, nos noticiários ou até mesmo no campo da política. Em meio às opiniões favoráveis e contrárias de diferentes personalidades, o poscionamento de uma repórter baiana chamou atenção na web na manhã desta quarta-feira (21).

Adriana Oliveira, da TV Bahia, compartilhou um longo desabafo em seu perfil oficial do Instagram. Na publicação, a repórter de 50 anos, que é mãe de três filhos, aparece com um bebê reborn no colo, utilizado para uma reportagem, e sai em defesa das "mamães".

No texto escrito na legenda, a jornalista afirma que "mulheres adultas são julgadas como “portadoras de maluquice e carência” ao se divertirem com bebês hiper-realistas", e comparou com homens mais maduros que gostam de games e não sofrem o mesmo tipo de preconceito.

"Que saco!!! Pra não soltar um palavrão. Mais um suposto debate direcionado pelos likes e que esbarra no vazio de uma minoria barulhenta. Em que momento deixamos de nos comunicar com empatia e respeito? São tantas camadas de incertezas, desafios e aprendizados que somos sujeitos.

Quem não conhece um quarentão vidrado em games?! Normal, muitos diriam.
O ato de brincar é democrático mas as mulheres adultas são julgadas como “portadoras de maluquice e carência” ao se divertirem com bebês hiper-realistas. É uma fatia minúscula da indústria de brinquedos. Mas Um nicho de mercado com projeção de crescimento anual de 8%. Uma expansão alimentada por colecionadores adultos, uso pra fins terapêuticos e como presente infantil de luxo.

Foi na escassez do pós segunda guerra mundial que nasceram as primeiras pra dar vida nova aos bonecos antigos. Os anos 90 trouxeram o termo reborn que significa renascer. A arte reborn virou ofício e ferramenta de apoio em diversos tratamentos como na depressão, Alzheimer, paralisia cerebral e cuidados com autista.

É urgente positivar nossas palavras e ações. Tolice é continuar acreditando no EU, sozinho, quando viver é NÓS, é saúde mental coletiva".

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