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Ricardo Chaves afirma que erros na organização do Carnaval afastaram baianos e turistas: "modelo opressor"

Daniel Serrano | Bnews
O cantor relembrou o modelo em que era desenvolvido o Carnaval na capital baiana  |   Bnews - Divulgação Daniel Serrano | Bnews

Publicado em 18/09/2024, às 11h16   Daniel Serrano e Emilly Giffone



O cantor Ricardo Chaves marcou presença no VI Fórum do Carnaval de Salvador, evento de divulgação da programação da festividade em 2025, e relembrou o começo de tudo. Ele destacou a visão que foi criada sobre o modelo do Carnaval na capital baiana. 

Ele afirmou que no meio artístico a festa era considerada como um modelo opressor. “Passou-se a admitir que o modelo do Carnaval de Salvador era um modelo opressor. O modelo do Carnaval de Salvador, não os artistas só, mas o modelo que, lógico, tinha muitos erros. Muitos erros na forma de se fazer a fila do Carnaval, muitos erros na forma de se negociar as vagas no Carnaval. Tudo isso foi afastando a nossa festa da rua”, declarou.

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Segundo ele, muitos artistas foram revelados no Brasil através da festa e os que se apresentavam nos blocos chamavam a atenção dos turistas através das letras cantadas. 

“Enquanto artistas, o que nós fizemos o tempo inteiro foi vender a nossa cidade, a nossa cultura. As músicas da gente falavam dessa cidade de uma forma que todo turista do mundo queria conhecer a nossa cidade, queria conhecer a festa que deu origem àqueles artistas que estavam vendendo aquela área”, justificou. 

Ricardo destacou que a visão de “festa opressora” foi aceita pela população de Salvador, a ponto de passar para os turistas essa imagem, o que gerou uma menor importância. 

“Quando eles vinham para cá, o que é que o soteropolitano dizia? Essa festa é opressora. A gente não gosta dessa festa. Essa festa não nos pertence mais. Então isso foi um choque que me marcou muito naquele momento. A música da Bahia passou a ter menos importância na festa do que ela passou a ter. E aí, em todos os segmentos, artistas frios, artistas de corpos afro, artistas de samba reggae passaram sem perceber, a perder a importância”, destacou.

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