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Presidente da Liga dos Blocos Afros critica segregação racial e pede mais visibilidade durante VI Fórum do Carnaval de Salvador

Dinaldo Silva/ BNews
Cláudio Araújo critica segregação racial e pede mais visibilidade para blocos afros no VI Fórum do Carnaval de Salvador  |   Bnews - Divulgação Dinaldo Silva/ BNews


Nesta quarta-feira (18), durante o VI Fórum do Carnaval de Salvador, realizado no WISH Hotel da Bahia, Cláudio Araújo, presidente da Liga dos Blocos Afros, abordou a persistente segregação racial e a falta de visibilidade que esses grupos enfrentam.

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"Aonde estamos? Estamos ainda em um processo de segregação racial velado que a gente tem que fazer, fazer, fazer e não ser visto." Ele citou o exemplo de uma jovem militante do Uçara do Reggae, que, apesar de sua constante presença em debates e palestras, continua a ser invisibilizada pelo sistema.

Araújo também expressou seu descontentamento com a falta de estrutura e respeito para com os blocos afros durante os desfiles. Ele relatou situações em que blocos são desrespeitados e enfrentam problemas logísticos devido à falta de organização.

“Não podemos receber voz de prisão no momento que o bloco tá desfilando, ser desrespeitoso, tá? A gente não pode receber voz de prisão quando o bloco tá adentrando a avenida porque o bloco não consegue andar pelo tamanho do bloco e porque não se foi organizado, não foi estruturado pra tal coisa."

O presidente da Liga dos Blocos Afros também criticou a cobertura da mídia, pedindo uma abordagem mais justa e representativa, ressaltando que o foco não pode ser apenas para captar imagens. Ele fez uma analogia com o reconhecimento internacional, mencionando o Malê de Balê, que foi destaque no New York Times como o maior balé afro do mundo, e questionou por que o mesmo nível de reconhecimento não é dado aos blocos afros no carnaval.

Araújo concluiu sua fala com um apelo por uma revisão e reestruturação do Carnaval, enfatizando a necessidade de diálogo e de igualdade de direitos. "É desse carnaval que a gente precisa ser rediscutido, é desse carnaval que a gente precisa se levantar e dizer que chega, a gente precisa dialogar, a gente precisa conversar. Não dá mais, tá? Aqui ninguém quer ficar rico de carnaval, mas a gente precisa ter os mesmos direitos."

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