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Ruivo Baiano se defende de ataques após criticar Cine Glauber Rocha por decisão polêmica

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Ruivo Baiano relaciona a discussão sobre o acesso ao cinema à elitização de áreas do Centro Histórico de Salvador  |   Bnews - Divulgação Henrique Brinco / BNews / Arquivo
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 17/05/2026, às 15h52 - Atualizado às 15h53



O influenciador baiano conhecido nas redes sociais como “Ruivo Baiano” usou suas plataformas para se defender de críticas recebidas após questionar a decisão do Cine Glauber Rocha de restringir o acesso ao terraço apenas para pessoas com ingresso. Em um longo desabafo neste domingo (17), ele afirmou que não é “inimigo” do espaço cultural e disse que sua crítica foi direcionada exclusivamente à limitação de acesso ao local.

“Quando eu fiz um vídeo questionando o Glauber Rocha estar cobrando para que as pessoas tivessem acesso ao terraço, eu não estava fazendo um ataque ao cinema”, declarou, na gravação (assista ao final da matéria).

O humorista comparou a medida a possíveis restrições em áreas de circulação de espaços privados, afirmando que, embora a cobrança seja legítima, ela “soa estranha” em um ambiente historicamente visto como aberto e acolhedor.

Terraço do Glauber é alvo de vandalismo

A decisão do cinema foi adotada após episódios de vandalismo registrados no prédio, localizado na Praça Castro Alves, no Centro Histórico de Salvador. Segundo a direção do espaço, houve pichações, furtos de luminárias, pias quebradas e danos a desenhos de Glauber Rocha espalhados pelo local.

Ao BNews, o administrador Cláudio Marques afirmou que a restrição trouxe resultados positivos e que os casos de depredação cessaram após a mudança.

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Atos de vandalismo marcam o Cine Glauber Rocha. (Foto: Divulgação)

No pronunciamento, o influenciador criticou a justificativa apresentada pelo cinema, afirmando que a narrativa poderia associar pessoas sem ingresso a comportamentos inadequados. “Fica parecendo que pessoas não pagantes são pessoas mal educadas, vândalas, e a gente sabe que não é bem assim”, disse.

"Passaram a jogar a narrativa de que eu sou contra o cinema"

Apesar das críticas à medida, o criador de conteúdo ressaltou diversas vezes que reconhece a importância cultural do espaço e as dificuldades enfrentadas pelo cinema para continuar funcionando.

“O Glauber passa por dificuldades financeiras há anos e eu acho de uma grandiosidade ele ainda estar de pé”, afirmou. Ele também defendeu maior apoio do poder público ao equipamento cultural e cobrou ações do Governo do Estado, Prefeitura de Salvador e Governo Federal para garantir a manutenção do espaço.

Ruivo Baiano ainda afirmou que ficou decepcionado com parte das reações vindas de integrantes do meio cultural. Segundo ele, sua opinião foi interpretada como um ataque ao cinema e à cultura. “Passaram a jogar a narrativa de que eu sou contra o cinema, que eu sou contra a cultura, que eu sou a favor do vandalismo”, reclamou.

Elitização no Centro Histórico de Salvador

No desabafo, ele também relacionou o debate à elitização de áreas do Centro Histórico de Salvador, citando a Rua Chile e empreendimentos de luxo na região. Segundo ele, moradores da cidade deveriam ter acesso aos espaços turísticos e culturais independentemente da condição financeira.

O Cine Glauber Rocha teve sua concessão prorrogada pelo Governo da Bahia até novembro de 2026. O espaço opera sem patrocínio fixo do Estado ou da Prefeitura e mantém sessões com ingressos populares, além de parceria que garante acesso mensal de estudantes da rede pública às salas de cinema.

A direção também destaca que o local é um dos principais exibidores de filmes nacionais no país e símbolo de resistência cultural no Centro Histórico de Salvador.

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