Entretenimento

Saiba o que é eclâmpsia, complicação grave que levou Lexa à internação

Reprodução Redes sociais
Cantora está sob cuidados intensivos devido a complicação da pré-eclâmpsia; especialistas explicam riscos para mãe e bebê  |   Bnews - Divulgação Reprodução Redes sociais
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 22/01/2025, às 09h29



A cantora Lexa foi internada em estado grave nesta terça-feira (21), devido a um quadro de pré-eclâmpsia.  A condição reflete um diagnóstico de hipertensão arterial que surge, em geral, após a 20ª semana de gravidez e antes do final da primeira semana, depois do parto.

A artista está sob cuidados intensivos para estabilizar sua condição, que representa riscos sérios tanto para ela quanto para o bebê. As informações são do portal LeoDias e o Globo.

Por isso, a cantora não vai desfilar no Carnaval de 2025. O anúncio foi feito pela artista, nesta segunda-feira (20). A famosa, que seria rainha de bateria da Unidos da Tijuca, está esperando sua primeira filha, fruto do relacionamento com o ator Ricardo Vianna.

O QUE É ECLÂMPSIA?

Algumas mulheres com pré-eclâmpsia não apresentam sintomas, outras têm uma pequena retenção de líquido, em especial nas mãos, no pescoço, no rosto e nos pés. Além disso, pequenos pontos vermelhos podem surgir na pele. Trata-se de um problema que atinge de 3% a 7% das gestantes.

Quando a pré-eclâmpsia é grave, os sintomas são diferentes, entre os mais comuns estão as dores de cabeça intensas, dificuldade de respirar, vômitos e pressão arterial elevada. A condição pode afetar órgãos como pulmões, coração e rins e até gerar o desprendimento da placenta.

A eclâmpsia é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por crises convulsivas associadas ao aumento da pressão arterial e possíveis danos aos rins. O ginecologista e obstetra Dr. Caio Couto, do Hospital Anchieta, em Brasília, explicou a gravidade da situação:

"São crises convulsivas associadas ao quadro de aumento da pressão arterial e lesão dos rins que acontece na pré-eclâmpsia. Nessa situação de eclâmpsia, a vida da mãe e bebê está muito exposta. A conduta nesses casos é: estabilizar a paciente, controlar as crises convulsivas e a pressão, verificar os exames laboratoriais e monitorar rigorosamente o bem-estar fetal. Mas ainda assim, mesmo sendo com 6 meses, muitas vezes a conduta será a interrupção da gestação e o parto prematuro.”

O tratamento inclui o uso de sulfato de magnésio para controlar as convulsões e medicamentos como hidralazina para reduzir a pressão arterial. Além disso, exames frequentes, como ultrassonografia com Doppler e cardiotocografia, são fundamentais para monitorar o bem-estar do bebê e avaliar se ele está recebendo oxigênio e nutrientes adequadamente.

Dr. Caio também ressaltou que, em casos graves, a interrupção da gestação pode ser necessária:

"O estado clínico da paciente deve ser analisado, como convulsões, pressão que não responde às medicações ou desenvolvimento de outra complicação chamada síndrome HELLP. Além disso, é preciso ficar atento aos sinais de gravidade do feto, como alterações no fluxo sanguíneo, pouco líquido amniótico e restrição de crescimento.”

Até o momento, Lexa segue hospitalizada sob monitoramento médico.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)