Entretenimento
por Alan Robert
Publicado em 19/10/2026, às 20h55 - Atualizado às 21h19
A enfermeira Aline Limas, de 31 anos, trocou os plantões hospitalares pela passarela e conquistou o segundo lugar em um concurso de beleza realizado durante a Feijoada do Cacau, no último sábado (17), no P12, em Jurerê Internacional, Florianópolis. Natural de Joinville, em Santa Catarina, ela trabalhou por aproximadamente 11 anos na enfermagem, chegou a chefiar uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e atuou durante a pandemia de Covid-19.
A participação marcou a primeira experiência de Aline em um concurso com desfile e avaliação presencial. Acostumada à rotina hospitalar, ela conta que nunca imaginou que estaria desfilando de biquíni diante de jurados.
Passei anos trabalhando de uniforme e nunca me imaginei desfilando de biquíni para ser avaliada”, afirmou.
A enfermeira também revelou que, durante muito tempo, enfrentou insatisfações com a própria aparência. Para ela, participar da competição foi um desafio diferente de publicar fotos nas redes sociais, já que precisava encarar a avaliação ao vivo.
“Eu sempre encontrava alguma coisa para esconder ou melhorar. Colocar um biquíni e desfilar sabendo que estavam me avaliando foi bem diferente de tirar uma foto e escolher qual publicar. Ali não tinha como selecionar o melhor momento. Eu precisava entrar e me sentir bem comigo”, relatou.
Ao longo dos anos, Aline estima ter investido mais de R$ 300 mil em cirurgias e procedimentos estéticos. Entre as intervenções que já tornou públicas estão mastopexia com próteses de silicone de 700 ml, lipoescultura no abdômen, nos flancos e nas axilas, enxerto de gordura nos glúteos e preenchimentos faciais.
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Não fiz tudo para participar desse concurso. Foram mudanças que fui buscando ao longo dos anos, porque havia coisas que me incomodavam. As cirurgias mudaram meu corpo, mas desfilar colocou à prova uma segurança que eu também precisava construir”, explicou.
Mesmo depois de se preparar para a competição, Aline diz que não esperava conquistar uma das primeiras colocações. Ao observar as outras participantes, chegou a acreditar que elas tinham mais experiência e desenvoltura para desfilar.
“Eu olhava para as outras participantes e pensava que elas tinham muito mais jeito para aquilo. Passei anos trabalhando de uniforme, cuidando de outras pessoas, e não me enxergava naquele lugar. Ficar em segundo me fez perceber que eu não precisava ter começado como modelo para participar”, concluiu.
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