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"Sinto falta de olhar e ver mais gente parecida comigo", declara Márcia Short sobre representatividade na música baiana

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Cantora Márcia Short destaca a ausência de artistas negros na cena musical da Bahia e a necessidade de valorização  |   Bnews - Divulgação Foto: Reprodução / redes sociais / @marciashortoficial
Natane Ramos

por Natane Ramos

Publicado em 04/12/2025, às 20h21



Nesta quinta-feira (4), a cantora Márcia Short participou do programa "Se Liga Bocão", apresentado por Zé Eduardo, e refletiu sobre o legado da música baiana, ressaltando a falta de representatividade no atual cenário.

"A música da Bahia tem grandes medalhões. Sinto falta de olhar e ver mais gente parecida comigo neste cenário todo", refletiu.

A cantora comentou sobre grandes nomes da música, citando Léo Santana, e revelando outros artistas negros que merecem mais reconhecimento. "Acho que a presença de Léo Santana é importante, é un homem negro, é um homem que pontua para uma juventude, para uma geração do pagode que fortalece as raízes da Bahia, do povo de Salvador, é um artista amado por todos. Mas nós temos outros, temos Tonho Matéria, nós temos Tatau, e vários artistas. Eu acho o que a Bahia precisa é isso, é misturar mais, é honrar o povo que é a maioria dessa cidade, honrar os artistas negros e melhorar a vida das pessoas, porque não tem reparação que seja fora e longe da planilha", reforça.

Consagrada como uma das grandes vozes da Bahia, Márcia reforça como a música brasileira precisa de mais vozes diversas e de representatividade. "Então, é contratar, convidar, é oportunizar, viabilizar, porque é isso que muda a vida das pessoas. Eu vejo o axé de hoje em um momento que precisa se recompor, precisa fortalecer a raíz. Não tem árvore que dê fruto bom com a raiz enfraquecida", relatou.

Short reflete sobre a falta de valorização do artista negro não só na Bahia. "A gente precisa tocar nesses assuntos, tocar nessas feridas, pois não acredito em reparação que não melhore, que não resolva essas dores e melhore a vida das pessoas. A gente continua com os menores cachês, continua passando de madrugada, a gente continua fora das grades, a gente que bate na porta", finaliza.

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