Entretenimento
por Natane Ramos
Publicado em 23/08/2024, às 15h37
Após uma longa batalha na Justiça, Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank revelaram que tiveram uma vitória contra a socialite Day McCarthy, que cometeu crime de racismo contra Titi, primeira filha do casal, de apenas 11 anos. A mulher foi condenada a 8 anos e 9 meses de prisão em regime fechado.
Em um relato emocionante compartilhado no Instagram nesta sexta-feira (23), os famosos revelaram a conquista. "Hoje a gente vem celebrar uma vitória contra o racismo. E sabemos que, infelizmente, esta vitória acontece por termos visibilidade e brancos e, portanto, mais ouvidos que a população negra que, desde que foi sequestrada para este país, não para de gritar e sangrar. Nunca é tarde, mas ainda é tarde", iniciaram ma legenda.
Em 2017, quando a menina tinha apenas 4 anos, Day McCarthy chamou a criança de "macaca horrível". "A menina é preta, tem um cabelo horrível de pico de palha e um nariz de preto, horrível, e o povo fala que a menina é linda? Aí essas mesmas pessoas vêm ao meu Instagram me criticar pela minha aparência?", declarou na ocasião.
Desde então, o casal vem lutando para que a mulher pague pelos crimes cometidos contra Titi. "Essa á primeira vez que, em reposta ao racismo, o Brasil condena uma pessoa a prisão em regime fechado. Sim, estamos em 2024 e essa ainda é a primeira vez. Apesar de tardio, é histórico. O direito criminal diz que pouco pode ser feito pela reversão da pena, no máximo sua redução. E assim esperamos e seguiremos confiantes na justiça, pois há anos estamos lutando por entendermos que esta vitória não é nossa, mas da nossa filha, coletiva e de toda uma comunidade", celebraram.
"Apenas em maio de 2021 conseguimos oferecer uma denúncia. E somente na última quarta-feira, dia 21 de agosto de 2024, sete anos depois, a Justiça Federal do Rio de Janeiro proferiu uma decisão inédita condenando a autora dos crimes por injúria racial e racismo. A pena? 8 anos e 9 meses de prisão em regime fechado", destacaram.
O casal se emocionou com a punição após a crueldade da mulher destilada a apenas uma criança, e refletiram como o racismo ainda tem suas raízes na sociedade e como isso precisa ser mudado. “Como pais, estamos emocionados e agradecemos: a comoção pública foi fundamental para este avanço. Não temos mais nada a declarar, mas seguiremos vigilantes porque o racismo está longe de acabar”, finalizaram.
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