Entretenimento
por Andreza Oliveira
Publicado em 31/03/2025, às 18h17
A especialista em comunicação, Fádia Calandrini, de 35 anos, tomou uma decisão, há um tempo, que para muitos pode ser considerada inimaginável: sair das redes sociais. Como objetivo de melhorar sua saúde mental, ela apagou os aplicativos do celular e parou de acessá-los no computador.
De acordo com ela, no início foi bem difícil e a sensação era de abstinência. Mas com o tempo, ela percebeu que a decisão foi acertada para sua vida e atualmente já está há um ano sem acessar algumas plataformas digitais.
"Comecei me afastando das redes pelo Instagram. Já era uma plataforma que não estava me agradando. Tinha a sensação de que estava vivendo em um shopping. Ficava rolando o feed sem parar, mas não absorvia nada. Ainda assim, continuava ali, dando desculpas de que gostava de ver conteúdos sobre plantas e cinema”, começou a moça, em entrevista ao UOL.
“Percebi que poderia acessar esses conteúdos fora daquele ambiente. Além disso, eu precisava me libertar daquela sensação de estar 100% disponível o tempo todo”, disse.
Ela contou que depois do Instagram, desativou o X, antigo Twitter, aplicativo que era um dos seus favoritos e onde era bastante ativa.
“No início, a sensação era de que eu havia morrido socialmente. Comentei com minha terapeuta que me sentia como alguém se recuperando de um vício, com sintomas de abstinência. Pensava o tempo todo em reinstalar o aplicativo no celular”, desabafou.
“Sou especialista em comunicação corporativa e, no trabalho, tenho ferramentas que me ajudam; não preciso ficar presa às redes. Estou em uma posição privilegiada, porque lidero um time. Eles são meus olhos. Continuo lendo todas as notícias, mas eles sabem o que está bombando”, acrescentou.
Fádia disse também que não precisa ter acesso imediato às redes para fazer seu trabalho, porque tem outras alternativas, como capturas de telas e explicações enviadas pelos funcionários.
“A princípio, era para ser algo temporário. Mas fiquei tão bem que hoje não sinto mais falta. A maior dificuldade foi lidar com a abstinência de informação. As pessoas deixaram de conversar. Se viajam, postam. E isso impactou minhas relações pessoais. Houve um pente-fino: ficaram apenas os amigos de longa data”, declarou.
A comunicadora ainda contou que faz tratamento para ansiedade e depressão, e o afastamento das redes fez melhorar. “Foi uma virada de chave que melhorou meu tratamento em 300%. Passei a ler mais livros —algo que demorei para conseguir retomar—, e minha vontade de checar o celular o tempo todo diminuiu”, disse.
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