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‘Superman’ não assina petição que boicota instituições cinematográficas israelenses; saiba mais

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O ator David Corenswet, que interpretou o atual Superman nos cinemas, não assinou uma petição para boicotar as instituições cinematográficas israelenses  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes sociais
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 03/11/2025, às 14h49 - Atualizado às 20h49



O ator David Corenswet, que interpretou o atual Superman nos cinemas, não assinou uma petição para boicotar as instituições cinematográficas israelenses envolvidas ligadas ao genocídio e apartheid contra os palestinos. A informação de que o ator teria assinado a petição foi desmentida pela própria Film Worker for Palestine (FWP), que organizou o abaixo-assinado após publicações sobre o caso.

O movimento já possui mais de 5.000 atores, diretores e produtores, comprometidos a não colaborar com instuições de cinema israelenses que são acusadas de cumplicidade contra o povo palestino.

A petição é inspirada na histórica campanha “Filmmakers United Against Apartheid” (Cineastas Unidos contra o Apartheid), iniciado em 1987, no qual cineastas como Martin Scorcese e Jonathan Demme fizeram uma promessa semelhante como protesto ao Apartheid na África do Sul.

O texto da carta dá alguns detalhes da ação proposta: "Nós prometemos não exibir nossos filmes, aparecer em pessoa ou trabalhar de qualquer outra forma com instituições cinematográficas israelentes - incluindo festivais, salas de cinema, emissoras de TV e produtoras/estúdios - cúmplices do genocídio".

De acordo com o documento, exemplos de cumplicidade incluem perpetuar discursos que "suavizam ou justificam o apartheid na Palestina", mas também "firmar qualquer tipo de parceria com o governo" israelense durante este período.

Entre algumas estrelas que assinaram a petição estão Olivia Colman (A Favorita), Mark Ruffalo (Hulk dos Vingadores), Javier Bardem (Onde os fracos não têm vez), Emma Stone (Pobres Criaturas), Ayo Edebiri (O Urso), e diretores como Ava Duvernay (Selma) e Adam McKay (A Grande Aposta).

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A campanha surge em meio às tensões em Gaza e geram debates na indústria cinematográfica. A iniciativa atende ao apelo dos cineastas palestinos para que a indústria mundial do cinema recuse o silêncio, o racismo e a desumanização, realizando o possível para encerrar com a cumplicidade e a opressão.

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