Entretenimento
Publicado em 01/11/2024, às 19h50 Gabriela Araújo e Letícia Rastelly
O Ilê Aiyê completou 50 anos nesta sexta-feira (1º), com uma celebração na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador. Na ocasião, Antônio Carlos dos Santos Vovô, mais conhecido como Vovô do Ilê, que é um dos fundadores e presidente da entidade carnavalesca, conversou com o BNews sobre como o bloco não se deixou sucumbir ao logo deste meio século de existência.
“A teimosia, resistência e negritude. Porque se a gente não tivesse assumido a nossa negritude, eu já tinha me dobrado a várias propostas indecentes que eu recebi; desde a formação da banda, de botar guitarra, de fazer uma linha de frente ‘mais bonita’—,e isso para eles é botar pessoas não negras na frente. Então, negro é lindo”, revelou Vovô.
Ainda durante o bate-papo, o idealizador do “Mais Belo dos Belos”, destacou a importância de se respeitar a ancestralidade e, sobretudo, reconhecer e respeitar os negros deram início a resistência no Brasil.
“Nessa trajetória do Ilê, surgiram várias organizações, mas alguns deles pensam que tudo começou agora, com eles. Não sabem que desde que os negros escravizados chegaram aqui, tem resistência. Então nós viemos nessa trajetória de luta dos nossos antepassados, sempre respeitando os mais velhos”, frisou o presidente.
Vovô também deixou claro que apesar dessa perspectiva tacanha de alguns jovens, eles são muito bem-vindos no Ilê. “Então, nós aceitamos jovens, as coisas modernas que estão surgindo, mas uma coisa a gente não vai abrir mão: do combate ao racismo”, ressaltou o líder do bloco afro mais antigo do Brasil, que surgiu exatamente com o objetivo de combater o racismo através do Carnaval.
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