Entretenimento
Publicado em 19/06/2026, às 21h36 Bernardo Rego e Natane Ramos
Nesta sexta-feira (19), o Pelourinho recebeu o primeiro dia de São João da Bahia com uma programação que transformou o Centro Histórico de Salvador em um palco de forró, xote e baião, celebrando os ritmos tradicionais do festejo junino.
Entre os artistas convidados, estava o cantor Leo Estakazero, que fez questão de ressaltar a importância da fomentação de artistas que mantêm a tradição dos ritmos do São João viva, em entrevista ao BNews. "O forró tem que prevalecer. Deveria prevalecer mais, né? Nós temos hoje um São João gigantesco, hiperdimensionado, diz assim, superdimensionado. Os palcos, as estruturas, elas são elas são preparadas até para batistas, sertanejo, samba, do pagode, enfim. O São João cresceu muito nos últimos 30 anos, esse é o ano comemorativo de 30 anos de carreira no São João. Eu fui acompanhar ao longo desses 30 anos esse crescimento, essa explosão verdadeira dos festejos juninos. E cresceu de uma maneira que tudo que cresce demais perde um pouco da essência", declarou o cantor.
"Então, é notório que a gente tem em cidades grandes Se você perceber, parece um festival de música. Muitas vezes parece mais um festival de música do que uma festa de São João. Então acho que isso tem que ter muito cuidado. É, porque isso prejudica, eu acredito que o futuro das novas gerações, que talvez não entenda exatamente o que significa o forró", reforçou.
O cantor declarou que as tradições Nordestinas devem manter seu espaço no São João. "Então isso significa o São João, na sua essência, que é uma festa que é da tradição da cultura nordestina. Então acho que a música nordestina, o forró tem que prevalecer. Eu acho que isso tem que ter cuidado. As cidades procuram colocar os forrozeiros, mas por outro lado são tantas festas que não tem forrozeiro que der conta, não tem artista para tanta festa", relatou.
Leo Estakazero também comentou a polêmica envolvendo o cantor Flávio José, que cancelou seus shows na Bahia após a disparidade de cachês entre artistas tradicionais de forró e cantores sertanejos. " Esse ano tivemos essa coisa muito triste, o Flávio José não fazer parte. É um protesto, porque isso é um grito. Ele há muitos anos já vinha insatisfeito com essa questão e esse ano ele foi ele resolveu tomar essa atitude drástica de é, abrir mão, abrir mão da Bahia. Isso é um fruto protetivo, isso é um marco", comentou.
"Eu acho que ficou em cima da hora, impossível da gente ter alguma mudança para esse ano, mas acho que tem que haver por parte dos organizadores do São João, os prefeitos, secretários de cultura, governo do estado, turismo, tem que fazer um debate para que a gente possa encontrar um lugar comum para que exista uma festa grande que atraia o turismo, o movimento a economia sem prejudicar sem prejudicar a essência do São João valorizando sempre mais o povo", concluiu.
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