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Vai largar o pagodão? Márcio Victor anuncia álbum de rap com artistas baianos e mira o Grammy; saiba mais

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Vocalista do Psirico revela desejo levar a música da periferia da Bahia ao cenário internacional com álbum de rap  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Edgar Luz

por Edgar Luz

edgar.luz@bnews.com.br

Publicado em 05/02/2026, às 10h02



Márcio Victor, vocalista da banda Psirico, revelou que está desenvolvendo um novo projeto musical voltado exclusivamente para o rap e o trap, reunindo artistas da cena baiana em um álbum colaborativo. A novidade foi anunciada pelo cantor em entrevista ao rapper e jornalista Tas, referência do Rap Nacional na Bahia.

De acordo com o artista, o disco deve ser lançado após o Carnaval e contará com a participação de rappers, DJs, beatmakers, cantores e compositores da Bahia. A proposta, segundo ele, vai além da experimentação musical e tem como meta disputar espaço em grandes premiações da indústria, incluindo o Grammy.

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“Pós-carnaval eu vou fazer um projeto, estou lançando aqui de primeira, já chamei uma galera tanto do rap como do trap para a gente fazer uma junção e vir aí barbarizando. Se preparem que a gente vai fazer, sem pagar pau [sic] para os americanos, eles vão imitar a gente de novo”, afirmou.

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Márcio Victor convocou diretamente os profissionais da cena urbana para integrar o trabalho e destacou a ambição internacional do álbum. “Atenção DJs, beatmakers, cantores, compositores, vamos reunir todo mundo para a gente fazer um discaço para ganhar Grammy e mostrar aos Estados Unidos como é que se faz esse negócio”, completou.

“É sobre unir”

Conhecido nacionalmente pelo pagodão, o cantor apontou que a aproximação com o rap e o trap não é um rompimento, mas um reencontro de narrativas semelhantes. “Na convivência dos defeitos sociais que a gente passa, isso me dá uma revolta como a do rap, como todos nós que somos da periferia. Não é sobre a tribo, é sobre a escolha de música, é sobre a minoria daquele povo”, disse.

O artista também apontou que tanto o rap quanto o pagode funcionam como instrumentos de denúncia, resistência e afirmação da negritude:

“O nosso canto de revolta, o nosso canto de dor, o nosso canto de força vem desse lugar. Não cabe mais a gente ver os terreiros sendo apedrejados e conviver com essa separação. Cadê respeito? Não é sobre divisões, é sobre unir”, afirmou.

Márcio Victor não revelou título nem data oficial de lançamento do projeto.

Classificação Indicativa: Livre

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