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VÍDEO: Ex-bailarina do Faustão relembra período na prisão: 'No Natal comendo ovo podre'

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A ex-bailarina do Faustão, Natacha Horana, fala sobre as condições desumanas que enfrentou na prisão e o trauma que isso gerou.  |   Bnews - Divulgação Reprodução Instagram
Juliana Barbosa

por Juliana Barbosa

juliana.barbosa@bnews.com.br

Publicado em 18/11/2025, às 08h14



A influenciadora e musa da Gaviões da Fiel, Natacha Horana, de 34 anos, relembrou a prisão que enfrentou entre novembro do ano passado e março deste ano. Em entrevista ao PodShape, apresentado por Juju Salimeni, de 39, ela afirmou que foi detida sem entender as acusações e descreveu em detalhes o período em que ficou atrás das grades, acusada de lavagem de dinheiro e suposta associação criminosa. 

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"Foi uma surpresa para mim como para todo mundo. Chegaram na minha casa em São Paulo e me prenderam. Falaram o porquê: lavagem de dinheiro e associação criminosa. Aí eu perguntei: 'por quê?'. Eles disseram: 'pergunta para o seu advogado'”, contou.  

Segundo ela, tudo aconteceu muito rápido. “Fui presa e fui para Barra Funda, lá tem audiência de custódia e lá ela não quis saber de nada. Perguntaram: 'te bateram?'. Respondi que não. Ela disse: 'então, tá, vai presa'. Eu falei: 'Deus do céu, o que está acontecendo?'” 

Natacha disse que não recebeu explicações e deixou claro que se sentiu injustiçada. “A juíza tem que ver que está acontecendo alguma coisa de errado. Eles não dizem nada e eu fiquei sem entender. Fui algemada igual bandida", afirmou. 

“Pensei: eu posso morrer aqui” 

Juju Salimeni perguntou como foi a chegada da ex-bailarina do Faustão à prisão. Natacha relatou que o impacto emocional foi devastador: "Medo, pânico. Pensei: 'eu posso morrer aqui'. Chegando lá você não dorme, não come, só chora, não pensa. Dividi a cela com 16 mulheres e só tinha lugar para oito. Colchão tinha uns quatro. Vai se virando: uma dorme, a outra fica acordada e vai revezando." 

A influenciadora se emocionou ao afirmar que viveu os piores dias de sua vida. Aos prantos, ela disse:

"Não desejo isso nem para o meu pior inimigo. E você ali levando a culpa de outra pessoa. Sua família sofre e o mundo inteiro falando de você. [...] Quando eu saí me deu muita depressão, síndrome do pânico. Queria me esconder do mundo." 

Ela contou que todo o esforço de anos de trabalho pareceu desmoronar: "Eu construí uma imagem durante dez anos. E é difícil construir uma imagem. Para uma coisa acontecer e destruir tudo: sua imagem, sua liberdade, liberdade emocional e financeira. Acabar com tudo." 

Comida estragada e Natal com ovo podre 

Juju também quis saber como era a alimentação no presídio. A resposta foi dura:

"Comida estragada, fruta podre. É péssima a comida. Eles até têm cuidado para fazer, mas até a comida chegar, às vezes tem trânsito. Chegava muita comida estragada. Às vezes tem calor também. Toda misturada. Passar Natal comendo ovo podre." 

A influenciadora encerrou dizendo que segue lidando com o trauma, mas espera recuperar, aos poucos, a própria vida e imagem. 

Classificação Indicativa: Livre

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